Mostrando postagens com marcador Deidades da Natureza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Deidades da Natureza. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ninfas

Na mitologia grega, ninfas são qualquer membro de uma grande categoria de deusa - espíritos naturais femininos, às vezes ligados a um local ou objeto particular. Muitas vezes, ninfas compõem o aspecto de variados deuses e deusas. São frequentemente alvo da luxúria dos sátiros. Em outros resumos as ninfas seriam fadas sem asas, leves e delicadas.

Algumas Classes de Ninfas

Dríades:  Eram ninfas associadas aos carvalhos. De acordo com uma antiga lenda, cada dríade nascia junto com uma determinada árvore, da qual ela exalava. A dríade vivia na árvore ou próxima a ela. Quando a sua árvore era cortada ou morta, a divindade também morria. Os deuses frequentemente puniam quem destruía uma árvore. A palavra dríade era também usada num sentido geral para as ninfas que viviam na floresta. As ninfas de outras árvores são chamadas de hamadríade.

Plêiades: Ninfas da chuva. Eram filhas de Atlas e Pleione, filha do Oceano. Quando Pleione estava passeando pela Beócia com suas sete filhas, foi perseguida pelo caçador Órion, por sete anos. Júpiter, com pena delas, apontou um caminho até as estrelas, e elas formaram a cauda da constelação do Touro. As plêiades são: Electra, Maia (mãe de Hermes), Taigete, Alcíone, Celeno, Asterope e Mérope (mãe de Glauco). Seis das plêiades tiveram filhos com deuses, mas Mérope casou-se com um mortal, por isso esta estrela não pode ser vista. 

Musas: As Musas, filhas de Júpiter e Mnemósine (Memória), eram as deusas do canto e da memória. Em número de nove, tinham as musas a seu encargo, cada uma separadamente, um ramo especial da literatura, da ciência e das artes. 
  • Calíope: Musa da Poesia épica.
  • Clio: da história.
  • Euterpe: d poesia lírica.
  • Melpômene: da tragédia.
  • Terpsícore: da dança e do canto.
  • Erato: da poesia erótica.
  • Polínia: da poesia sacra.
  • Urânia: da astronomia 
  • Talia: da comédia.

Quione: Talvez a única ninfa da neve, filha de Bóreas.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Náiades

Náiades são ninfas aquáticas com o dom da cura e da profecia e com certos controles sobre a água. Assemelhavam-se às sereias e, com a voz igualmente bela, elas viviam em fontes e nascentes ou até cachoeiras; deixavam beber dessa água, mas não se banhar delas, e puniam os infratores com amnésia, doenças e até com a morte. 

Homero, na Ilíada, dá-lhes como pai a Zeus, mas outros consideram-nas filhas de Oceano ou do deuses-rio onde residem. As filhas do deus-rio Asopo, por exemplo, são náiades. 

Eram belas; tinham pele clara um pouco bronzeada ou até azulada e olhos azuis e marrons escuros. 

As Náiades se dividem em cinco tipos diferentes: 

- Crinéias: Náiades que habitam fontes; 
- Limneidas (ou Limnátides): Náiades que habitam os lagos; 
- Pegéias: Náiades que habitam nascentes; 
- Potâmides: Náiades que habitam os rios; 
- Eleionomae: Náiades que habitam os pântanos.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Hespérides

As Hespérides, na mitologia grega, são primitivas deusas primaveris que representavam o espírito fertilizador da natureza, donas do jardim das Hespérides, situado no extremo ocidental do mundo.

A rigor, o termo Hespérides designa dois grupos distintos de divindades, que com frequência são confundidos. O primeiro, e mais antigo, é o das três deusas Hespérides, que personificam a luz da tarde e o ciclo do entardecer. Segundo Hesíodo, são filhas de Nix (a noite) e Érebo (a escuridão). Há, no entanto, outras versões para a sua ascendência. Uma delas as dá como filhas de Éter (luz celeste) e Hemera (luz do dia).

O outro grupo é o das sete ninfas Hespérides, ou ninfas do poente, cuja origem é também controversa. Segundo a versão mais corrente, são filhas do titã Atlas com a deusa Héspera. Também são descritas como filhas de Zeus e Têmis ou de Fórcis e Ceto.

As deusas

Egle, Erítia e Héspera
As deusas Hespérides passeiam pelos céus, encarregando-se de iluminar todo o mundo com a luz da tarde. Desta forma, fazem parte do ciclo do dia: Hemera traz o dia, as Hespérides trazem o entardecer e Nix fecha o ciclo com a noite

As Hespérides possuem atributos semelhantes aos das Horas (que presidem as estações do ano) e também das Graças. Junto de Hemera (o Dia), compunham o séquito de Hélio (o Sol), de Eos (a Aurora) e de Selene (a Lua), iluminavam o palco e mostravam a dança das Horas, de quem se tornaram companheiras.

Como às Graças, as Hespérides cantavam em coro, com voz maravilhosa, junto às nascentes sussurrantes que exalam ambrósia e costumavam ocultar-se através de súbitas metamorfoses.


As três deusas Hespérides são:
Egle - "a radiante" - deusa da luz avermelhada da tarde
Erítia - "a esplendorosa" - deusa do esplendor da tarde
Héspera - "a crepuscular" - deusa do crepúsculo vespertino.

As ninfas

As ninfas Hespérides, também chamadas de ninfas do poente, habitavam o extremo Ocidente, não longe da ilha dos bem-aventurados, nas margens do oceano. Tinham o dom da profecia e da metamorfose. Eram belas, jubilosas e simbolizavam a fertilidade do solo. Moravam em um belo palácio localizado à frente do jardim das árvores dos pomos de ouro. À medida que o mundo ocidental foi sendo mais bem conhecido, precisou-se a localização do país da Hespérides como junto ao monte Atlas.

A paternidade destas ninfas é muito controversa. Uma versão diz que elas são filhas de Zeus e Têmis, outra, que descendem de Fórcis e Ceto. A interpretação evemerista diz que Héspero, o astro da tarde, teria tido uma filha chamada Hespéride, que junto de Atlas, seu tio, deu à luz as ninfas Hespérides.

Segundo Evêmero as ninfas Hespérides são sete donzelas:
Aretusa - Hespéria - Hespéris - Egéria - Clete - Ciparissa - Cinosura 

As ninfas possuíam o dom de controlar a vontade de feras selvagens e eram consideradas guardiãs da ordem natural, das fronteiras entre o dia e a noite, dos tesouros dos deuses, e também das fronteiras entre os três mundos (a Terra, o paraíso e o mundo subterrâneo).

O jardim das Hespérides

O Jardim das Hespérides
O jardim das Hespérides era considerado o mais belo de toda a Antiguidade. Quando Hera se casou com Zeus, recebeu de Gaia como presente de núpcias, algumas maçãs de ouro. Hera as achou tão belas que as fez plantar em seu jardim, no extremo Ocidente.

O jardim das Hespérides era conhecido como jardim dos imortais, pois continha um pomar que abrigava árvores mágicas de onde nasciam os pomos de ouro, considerados fontes de juventude eterna.

Para chegar até o jardim havia muitos obstáculos, tais como a gruta das Greias e a gruta das Górgonas. O próprio jardim era povoado de monstros que o protegiam, tais como um terrível dragão, filho de Fórcis e Ceto, e também Ladão, o dragão de 100 cabeças filho de Tifão e Equidna.

Plínioe Solino relatam apenas dois heróis que encontraram os jardins das Hespérides: Perseu quando fora enfrentar Medusa; e Héracles em um dos seus doze famosos trabalhos.

Do jardim das Hespérides saiu também o famoso "pomo da discórdia", pelo qual Atena, Hera e Afrodite se submeteram ao julgamento de Páris.

domingo, 11 de setembro de 2011

Sátiros e Faunos

Sátiros, na mitologia grega, era um ser da natureza com o corpo metade humano e metade de bode. Equivale ao fauno da mitologia romana. Normalmente eram-lhes consagrados o pinho e a oliveira e apesar de serem divinos, não eram imortais.

Na mitologia dos povos gregos, os sátiros são divindades menores da natureza com o aspecto de homens com cauda e orelhas de asno ou cabrito, pequenos chifres na testa, narizes achatados, lábios grossos, barbas longas.

Viviam nos campos e bosques e tinham freqüentes relações sexuais com as ninfas (principalmente as Mênades, que a eles se juntavam no cortejo de Dionísio).

Já os faunos eram gênios dos bosques da mitologia latina, representados como bodes da cintura para baixo e humanos da cintura para cima, mas dotados de chifres de bodes. Eram considerados descendentes do deus Fauno e de sua esposa Fauna ou Bona Dea. O pinheiro e a oliveira selvagem lhes eram consagrados e eles presidiam aos trabalhos dos campos.

Faunos e sátiros tinham originalmente características bem diferentes, mas a arte romana e a arte clássica da Europa moderna trataram os dois termos como sinônimos e misturaram seus traços. Os sátiros tinham aspecto mais humanos, salvo pela cauda e orelhas de asno, mas eram lascivos e bêbados. Os faunos tinham aspectos mais animalescos, mas costumavam ter comportamento mais digno. Entretanto, podiam ser selvagens às vezes, especialmente quando embriagados. Nesse aspecto eles se assemelham aos sátiros que também seriam dominados pelo seu lado animal quando embriagados. Entre as ninfas, eles podem ser percebidos como homens (quando na forma humana) desengonçados e atrapalhados.