sábado, 29 de outubro de 2011

Hecatônquiros e Outras Raças de Gigantes

Ohecatônquiros, eram três gigantes da mitologia grega, filhos de Urano e Gaia e irmãos dos doze Titãs e dos três Ciclopes. Seus nomes eram Briareu ("o vigoroso" - também chamado Aigaion, Coto ("o furioso") e Giges ("o de grandes membros"). Possuíam cem mãos e cinquenta cabeças.

Logo após seu nascimento, Urano, horrorizado com a natureza monstruosa dos seres que havia gerado, escondeu-os nas profundezas do Tártaro. Cronos, cumprindo uma profecia do oráculo de Delfos, ajudou-os a escapar do Tártaro e a formar uma rebelião que culminaria com a castração de seu pai, Urano. Depois da queda de Urano, Cronos subiu ao poder e voltou a aprisioná-los no Tártaro.

Os hecatônquiros foram novamente libertados do Tártaro por Zeus, que havia sido orientado por sua avó Gaia de que eles poderiam ser decisivos na titanomaquia, a guerra dos deuses olímpicos contra os Titãs. Nesta guerra, os hecatônquiros lançaram centenas de enormes pedras contra os Titãs, ajudando a derrotá-los.

Depois da vitória contra os Titãs, Briareu ganhou uma morada nas profundezas do mar Egeu, enquanto Coto e Giges se estabeleceram em palácios no rio Oceano.

Os Lestrigões

Povo de gigantes antropófagos (canibais), habitavam a região de Fórmias, ao sul do Lácio, na fronteira com a Campânia. Quando Ulisses e seus companheiros lá aportaram, os gigantes atiraram enormes rochedos contra os navios. Todos afundaram, exceto o que transportava Ulisses, único sobrevivente do massacre.

Os Aloídas

Os Aloídas eram dois irmãos gêmeos, Oto e Efialtes, gigantes filhos de Poseidon e Ifimedia, esposa de Aloeu. Embora considerados gigantes, são posteriores aos filhos de Gaia e não têm nenhuma relação com eles. Segundo a descrição de Homero, distinguiam-se por uma grande beleza. 

Conta a lenda que Ifimedia, apaixonada por Poseidon, costumava passear à beira do mar, pegando água das ondas em suas mãos e derramando-a em seu peito. Poseidon acabou cedendo ao seu amor e lhe deu dois filhos, Oto e Efialtes. Como seu esposo se chamava Aloeu, seus filhos passaram a ser conhecidos como Aloídas. 

Eram gigantes fortes e agressivos, com um crescimento extraordinário: cada ano, cresciam cerca de 50 cm em largura e cerca de 150 cm em altura. Aos nove anos, com 13 metros de altura e 4,5 de largura, decidiram fazer guerra aos deuses. 

Para isso, colocaram o monte Ossa sobre o monte Olimpo, e o monte Pélion em cima dos outros dois, ameaçando escalar o céu. Depois anunciaram que jogariam montanhas no mar para secá-lo, e colocariam o mar onde, até então, era a terra. 

Aprisionaram Ares num vaso de bronze e o deixaram assim treze meses até que Hermes conseguisse libertá-lo, num estado de esgotamento extremo. Puseram-se em seguida a fazer a corte às deusas. Oto queria raptar Hera, enquanto Efialtes perseguia Ártemis. 

Todas essas façanhas exageradas acabaram atraindo para os dois irmãos o castigo dos deuses. Ártemis, seguindo conselho de seu irmão Apolo, conseguiu enganar os gigantes, transformando-se em corça e saltando entre eles. Na ânsia de caçar o esplêndido animal, atiraram suas lanças um contra o outro, matando-se, porque eles só seriam mortos se um matasse o outro. 

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Argos

Hermes e Argos
Argos Panoptes (Argo de muitos olhos) era um gigante com cem olhos. Servo fiel de Hera, é incumbido pela deusa de tomar conta de Io, uma princesa e amante de Zeus transformada em novilha. Era um excelente boiadeiro, visto que, quando dormia, mantinha 50 de seus olhos despertos. Para libertar Io a mando de Zeus, Hermes o pôs para dormir e em seguida cortou sua cabeça.

Hera o homenageou transformando-o em pavão - sua ave sagrada -, em cuja cauda pôs seus cem olhos.

Argos também foi responsável pela morte da Équidna, uma serpente fabulosa.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Equidna: A Mãe de Todos os Monstros

Equidna, era uma criatura monstruosa da mitologia grega, com tronco de uma bela mulher (ou ninfa) e cauda de serpente em lugar dos membros. Era gigante, como um titã. Por isso era a única capaz de se unir com o horrendo Tifão. Vivia numa caverna no Peloponeso ou na Síria. 

As tradições divergem bastante quanto à sua origem. Segundo Hesíodo era filha de Fórcis e Ceto, e portanto neta de Ponto e Gaia. Em outras versões seria descendente de Tártaro e Gaia ou ainda de Crisaor e Calírroe.

Nas versões mais conhecidas, Equidna, em função da própria monstruosidade, casou-se com o horrendo gigante Tifão, tornando-se a "mãe de todos os monstros".

Seus filhos com Tifão foram:


Cérbero, monstruoso cão de múltiplas cabeças e pescoço que guardava a entrada do mundo inferior, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem. 

Ortros, um cão bicéfalo. Considerado o cão de guarda mais feroz da antiguidade, sua cauda era uma serpente. Ortros era mascote de Gerião, gigante de três corpos, seis asas e seis braços, pastor de um dos maiores e melhores rebanhos de toda a África. Conta-se que depois de ter sido morto por Héracles, em um de seus doze trabalhos, Ortro ascendeu aos céus e transformou-se na estrela Sirius (estrela do cão), que é a estrela mais brilhante do céu noturno.

Hidra de Lerna, serpente de sete cabeças, cujo hálito venenoso matava todos os que dela se aproximassem.  Essas cabeças tinham a propriedade de renascer se cortadas. A cabeça do centro era imortal. Sua morte foi um dos doze trabalhos de Hércules. 

Quimeramonstro representado com cabeça de leão, a parte dianteira de uma cabra e a parte traseira de um dragão. Foi morto por Belerofonte, na Lícia.

Ladão, o dragão de cem cabeças, conhecido como o guardião do velocino de ouro, no qual o herói Jasão e os argonautas conseguiram se apoderar. O dragão da Cólquida era muito grande, mas era muito lento. A lenda diz que dormia com um olho aberto e outro fechado. Muitos heróis tentaram, mas apenas Jasão conseguiu matá-lo.  

Cila, monstro da lenda de Odisseu também é considerada em algumas versões sua filha com Tifão.

Do seu filho Ortros, Equidna concebeu:

Leão da Nemeia, uma criatura que terrível fera não podia ser morta por um homem normal por possuir um couro impenetrável para os mortais e suas armas; e todos os que tentavam enfrentá-lo ficavam completamente aterrorizados pelo seu rugido, que podia ser ouvido a quilômetros de distância. 

Fix ou Sfix, a Esfinge de Tebas, monstro feminino com rosto e busto de mulher, corpo de leão, cauda de dragão e asas semelhantes às das Harpias. Foi enviado Hera a Tebas para punir a cidade de um crime atribuído a Laio. Instalada em um rochedo, a Esfinge propunha um enigma aos viajantes. Não obtendo resposta satisfatória, devorava-os. Édipo também recebeu o enigma: que animal tem quatro pés de manhã, dois ao meio-dia e três à tarde? E respondeu: o homem; na infância, arrasta-se sobre os pés e as mãos, depois se mantém em pé e na velhice utiliza um bastão. Desapontada, a Esfinge precipitou-se do rochedo.

Segundo uma lenda do Ponto Euxino ela se uniu a Héracles numa passagem do herói pela Cítia, concebendo desta união: Agatirso, Gélon e Cites, que deu origem aos Citas.

A descendência de Equidna ainda incluía:

- o dragão da Cólquida, que guardava o velocino de ouro
- o dragão que guardava o jardim das Hespérides
- Ethon, a águia que comia o fígado de Prometeu

Equidna, assim como suas crias, possuía uma natureza terrível e adorava devorar viajantes inocentes. Veio finalmente a ser morta por Argos Panoptes, o monstro de cem olhos, que a surpreendeu adormecida.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Minotauro

Na mitologia grega, o Minotauro, era segundo sua representação mais tradicional entre os gregos antigos, uma criatura imaginada com a cabeça de um touro sobre o corpo de um homem. O autor romano Ovídio descreveu-o simplesmente como "parte homem e parte touro." Habitava o centro do Labirinto, uma elaborada construção erguida para o rei Minos de Creta, e projetada pelo arquiteto Dédalo e seu filho, Ícaro especificamente para abrigar a criatura. No mito, o Minotauro eventualmente morre pelas mãos do herói ateniense Teseu.

Nascimento

Após assumir o trono de Creta, Minos passou a combater seus irmãos pelo direito de governar a ilha. Rogou então ao deus do mar, Poseidon que lhe enviasse um touro branco como a neve, como um sinal de aprovação ao seu reinado. Uma vez com o touro, Minos deveria sacrificar o touro em homenagem ao deus, porém decidiu mantê-lo devido a sua imensa beleza. Como forma de punir Minos, a deusa Afrodite fez com que Pasífae, mulher de Minos, se apaixonasse perdidamente pelo touro vindo do mar. Pasífae pediu então ao arquetípico artesão Dédalo que lhe construísse uma vaca de madeira na qual ela pudesse se esconder no interior, de modo a copular com o touro branco. O filho deste cruzamento foi o monstruoso Minotauro. Parsífae cuidou dele durante sua infância, porém eventualmente ele cresceu e se tornou feroz; sendo fruto de uma união não-natural, entre homem e animal selvagem, ele não tinha qualquer fonte natural de alimento, e precisava devorar homens para sobreviver. Minos, após aconselhar-se com o oráculo em Delfos, pediu a Dédalo que lhe construísse um gigantesco labirinto para abrigar a criatura, localizado próximo ao palácio do próprio Minos, em Cnossos.

Tributo e Teseu

Androgeu, filho de Minos, foi morto pelos atenienses, invejosos das vitórias obtidas por ele nos Jogos Panatenaicos. Já outra versão do mito afirma que Androgeu teria morrido em Maratona, atacado pelo Touro Cretense, o ex-amante taurino de sua mãe, que Egeu, rei de Atenas, tinha ordenado que ele matasse. A tradição mais comum conta que Minos teria então declarado guerra a Atenas para vingar a morte de seu filho, e saiu vitorioso do confronto. E como tributo a ser pago pelos atenienses, Minos exigia que pelo menos sete rapazes e sete donzelas de Atenas, escolhidos através de sorteio, lhe fossem enviados a cada nove anos (ou, segundo alguns relatos, anualmente) para ser devorado pelo Minotauro.

Minotauro Sendo Morto Por Teseu
Quando se aproximava a data do envio do terceiro sacrifício o jovem príncipe Teseu se ofereceu para assassinar o monstro, prometendo a seu pai, Egeu, que ordenaria que o navio que o trouxesse de volta para casa erguesse velas brancas, caso ele tivesse sido bem-sucedido na empreitada, ou velas negras, caso ele tivesse morrido. Em Creta, Ariadne, filha de Minos, se apaixona por Teseu e o ajuda a se deslocar pelo labirinto, que tinha um único caminho que levava até seu centro. Na maior parte dos relatos Ariadne dá a ele um novelo, que ele utiliza para marcar seu caminho de modo que ele possa retornar por ele. Teseu então mata o Minotauro com a espada de Egeu, e lidera os outros atenienses para fora do labirinto. Na viagem de volta, no entanto, ele se esquece de erguer as velas brancas e seu pai, ao ver o navio e imaginar que Teseu estava morto, se suicida, arremessando-se no mar que desde então leva seu nome.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Hidra de Lerna

A Hidra de Lerna era um animal fantástico da mitologia grega, filho dos monstros Tifão e Equidna, que habitava um pântano junto ao lago de Lerna, na Argólida, costa leste do Peloponeso. A Hidra tinha corpo de dragão e nove cabeças de serpente (algumas versões falam em sete cabeças e outras em números muito maiores) cujo hálito era venenoso e que podiam se regenerar.

A Hidra era tão venenosa que matava os homens apenas com o seu hálito; se alguém chegasse perto dela enquanto ela estava dormindo, apenas de cheirar o seu rastro a pessoa já morria em terrível tormento.

Criação de Hera

Segundo a tradição, o monstro foi criado por Hera para matar Héracles. Quando percebeu que Héracles iria matar a serpente, Hera enviou-lhe a ajuda de um enorme caranguejo, mas Héracles pisou-o e o animal converteu-se na constelação de caranguejo (ou Câncer).

Héracles e a Hidra de Lerna
Logo após, a Hidra foi derrotada por Héracles, que estava em seu segundo trabalho. Inicialmente Héracles tentou esmagar suas cabeças, mas a cada cabeça que esmagava surgiam duas no lugar. Decidiu então mudar de tática e, para que as cabeças não se regenerassem, pediu ao sobrinho Jolau para que as queimassem com um tição logo após o corte, cicatrizando desta forma a ferida. Sobrou então apenas a cabeça do meio, considerada imortal. Héracles cortou e enterrou a última cabeça com uma enorme pedra. Assim, o monete foi castrado.

Instruído por Atena, Héracles, após matar a Hidra, aproveitou para banhar suas flechas no sangue do monstro, para torná-las venenosas. Euristeu não considerou este trabalho válido, pois o herói teve ajuda.

Héracles morreu, mais tarde, na Frígia, por causa do veneno da Hidra: após ferir mortalmente o centauro Nesso com flechas envenenadas no sangue da Hidra, este deu seu sangue a Dejanira, dizendo que era uma poção do amor, para ser usada na roupa. Dejanira acreditou, e, quando sentiu ciúmes de Íole, usou o sangue de Nesso para banhar as roupas de Héracles, que sentiu dores de queimadura insuportáveis, preferindo o suicídio na pira crematória.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Quimera

Quimera é uma figura mística caracterizada por uma aparência híbrida de dois ou mais animais e a capacidade de lançar fogo pelas narinas, sendo portanto, uma fera ou besta mitológica.

Oriunda da Anatólia e cujo tipo surgiu na Grécia durante o século VII a.C., sempre exerceu atração sobre o imaginário popular. De acordo com a versão mais difundida da lenda, a quimera era um monstruoso produto da união entre Equidna - metade mulher, metade serpente - e o gigantesco Tifão.

Outras lendas a fazem filha da hidra de Lerna e do leão da Nemeia, que foram mortos por Hércules. Criada pelo rei de Cária, mais tarde assolaria este reino e o de Lícia bafejando fogo incessantemente, até que o herói Belerofonte, montado no cavalo alado Pégaso, conseguiu matá-la.

Sua aparência é descrita de forma diversa nas várias narrativas mitológicas ou nas artes plásticas. Por exemplo:

1. Cabeça e corpo de leão, com duas cabeças anexas, uma de cabra e outra de serpente.
2. Cabeça e corpo de leão, com duas cabeças anexas, uma de cabra e outra de dragão.
3. Duas cabeças ou até mesmo uma cabeça de leão e cabra, corpo de leão e cauda de serpente.
4. Cabeça de Leão, corpo de Cabra, rabo de serpente e solta fogo pelas narinas.
5. Cabeça de Leão, cabeça de cabra, cabeça de dragão, corpo de leão e cauda de serpente.

Após a Idade Média, com a expansão da ideia do dragão, a quimera perdeu espaço. Visivelmente claro na Igreja Católica de hoje, com São Jorge matando um dragão substituindo Belerofonte e a quimera.

domingo, 16 de outubro de 2011

Manticora

Manticora é uma criatura mitológica, semelhante às quimeras, com cabeça de homem, três afiadas fileiras de dentes de tubarão e com voz trovejante - e corpo de leão (geralmente, com pelo ruivo), olhos de cores diferentes e cauda de escorpião ou de dragão com a qual pode disparar espinhos venenosos, que matam qualquer ser, exceto o elefante. Em algumas descrições, aparece com asas de dragão ou Morcego, variando as descrições, no que diz respeito às suas dimensões: pode ter desde o tamanho de um leão até o tamanho de um cavalo.

Originária da mitologia persa, onde era apresentada como um monstro antropófago, o termo que a identifica tem também origem na língua persa: de martiya (homem) e khvar (comer). A palavra foi depois usada pelos gregos, na forma Mantikhoras, que deu origem ao latim Mantichora. A figura passou a ser referida na Europa através dos relatos de Ctésias de Cnido, um médico grego da corte do Rei Artaxerxes II, no século IV a.C., nas suas notas sobre a Índia ("Indika"). Esta obra, muito utilizada pelos escritores gregos de História Natural, não sobreviveu até a atualidade. Plínio, o Velho incluiu-a na sua História Natural. Mais tarde, o escritor grego Flávio Filóstrato mencionou-a em sua obra Vida de Apolônio de Tiana (livro III, capitulo XLV). existentes, com uma pele que repele quase todos os feitiços conhecidos. Segundo algumas lendas, as manticoras surgiram quando um rei foi amaldiçoado e se transformou em manticora. Aparentemente estas criaturas foram inspiradas em tigres.

Até hoje, muitas histórias de pessoas desaparecidas na Índia são ligadas às Manticoras. Hoje sabemos que, na verdade, os responsáveis pelos desaparecimentos eram os tigres. A manticora é famosa por cantarolar baixinho enquanto come sua presa afim de distrai-la e/ou amedronta-la