quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Hermes - ou Mercúrio

Hermes - ou Mercúrio, como é conhecido pelos romanos - é, na mitologia grega, um dos deuses olímpicos, filho de Zeus e de Maia, e possuidor de vários atributos. 

Divindade muito antiga, já era cultuado na história pré-Grécia antiga possivelmente como um deus da fertilidade, dos rebanhos, da magia, da divinação, das estradas e viagens, entre outros atributos. Ao longo dos séculos seu mito foi extensamente ampliado, tornando-se o mensageiro dos deuses e patrono da ginástica, dos ladrões, dos diplomatas, dos comerciantes, da astronomia, da eloquência e de algumas formas de iniciação, além de ser o guia das almas dos mortos para o reino de Hades, apenas para citar-se algumas de suas funções mais conhecidas. 

As primeiras descrições literárias sobre Hermes datam do período arcaico da Grécia, e o mostram nascendo na Arcádia. Já no primeiro dia de vida realizou várias proezas e exibiu vários poderes: furtou cinquenta vacas de seu irmão Apolo, inventou os sacrifícios, as sandálias mágicas e a lira. No dia seguinte, perdoado pelo furto das vacas, foi investido de poderes adicionais por Apolo e por seu pai Zeus, e por sua vez concedeu a Apolo a arte de uma nova música, sendo admitido no Olimpo como um dos grandes deuses. 

Foi um dos deuses mais populares da Antiguidade clássica, teve muitos amores e gerou prole numerosa. As figuras de Hermes e de seu principal distintivo, o caduceu, ainda hoje são conhecidas e usadas por seu valor simbólico, e vários autores o consideram a imagem tutelar da cultura ocidental contemporânea.

O Castigo de Quelone

Era casamento de Júpiter, o rei do universo, e Juno, a rainha dos céus. Todos haviam sido convidados para a grande festa no Olimpo. Na entrada do palácio, era feita a conferência dos convidados, com identificação de cada um dos que chegavam. Quando avisado da ausência de Quelone, Mercúrio, o deus dos pés ligeiros, apressou as sandálias aladas e foi ao encontro da ninfa, temendo que, se Juno descobrisse sua ausência, matasse-a. 

Quelone não sentia vontade de fazer nada e, embora houvesse cogitado algumas vezes ir ao casamento, desistiu de todas elas ao se lembrar da trabalheira que daria para se arrumar de maneira adequada e se deslocar até o Olimpo. Quando Mercúrio a encontrou, Quelone estava descansando. A ninfa deu algumas desculpas, até que, convencida, resolveu acompanhar Mercúrio. No entanto, Quelone insistia em atrasar a chegada dos dois. Temendo a reação de Juno caso notasse a sua ausência, Mercúrio resolveu ir à frente. Sozinha, Quelone sentou na estrada do arco-íris e adormeceu. 

Somente no dia seguinte, quando os convidados voltavam das bodas, Quelone se deu conta de que não havia conseguido ir à festa. Levantou-se assustada. Ensaiou algumas desculpas, mas resolveu voltar pra casa. Quando chegou, Mercúrio já a esperava. Sem paciência para explicações, o deus pegou a ninfa pelos pés e a jogou dentro de um lago e, em seguida, lançou também sua casa. Foi o castigo de Quelone. Agora, a ninfa tinha quatro patas e seu rosto havia ficado enrugado. Sua casa se transformou em uma carapaça, que era carregada em suas costas. E Quelone nunca havia sido tão lenta quanto agora! Havia sido transformada em uma tartaruga.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Apolo - Febo

Estátua de Apolo
na Academia de Atenas.
Apolo, também conhecido com Febo (brilhante), na mitologia grega é considerado o deus da juventude e da luz, identificado primordialmente como uma divindade solar, uma das divindades mais ecléticas da mitologia greco-romana. Filho de Zeus e da titã Latona (Leto). Tinha uma irmã gêmea Ártemis que era conhecida pelos romanos como Diana, a deusa da caça. Segundo a lenda, Apolo e sua irmã nasceram na ilha de Delos onde sua mãe Leto se refugiou para se esconder da Hera, a esposa de Zeus.

Apolo e a Cobra Píton

Esse deus também tinha sua parte negra, era considerado um arqueiro de grande habilidade. Com um ano de idade seguiu a serpente Píton - que tinha sido enviada por Hera para perseguir sua mãe - e a matou com flechadas. A partir deste momento foi considerado um grande arqueiro. O seu arco disparava dardos letais que matavam os homens com doenças ou então mortes súbitas. O poder de Apolo se exercia em todos os lugares da natureza e do homem.

Oráculo de Delfos

Situado em Delfos, o Oráculo de Delfos era dedicado principalmente a Apolo e centrado num grande templo, ao qual vinham os antigos gregos para colocar questões aos deuses. 

Delfos era um recinto e um complexo de construções num terreno sagrado para os antigos gregos, onde se realizavam os Jogos Píticos e havia um templo consagrado ao deus Apolo, originalmente consagrado à Pítia. Neste templo, as sacerdotisas de Apolo (Pitonisa) faziam profecias em transes. As respostas e profecias ali obtidas eram consideradas verdades absolutas. Hoje, suspeita-se que os transes e visões das sacerdotisas eram provocados por gases emitidos por uma fenda subterrânea no local, o que torna interessante a análise. Delfos foi uma invenção da antiguidade. 

Das rochas da montanha circundante brotam várias nascentes que formam fontes. Uma das fontes mais conhecidas desde tempos muito antigos era a fonte de Castália, rodeada de um bosque de loureiros consagrado ao deus Apolo. A lenda e a mitologia contam que no monte Parnaso e próximo desta fonte se reuniam algumas divindades, deusas menores do canto e da poesia, chamadas musas, e as ninfas das fontes, chamadas náiades. Nestas reuniões Apolo tocava a lira e as divindades cantavam. Conta-se que o oráculo de Delfos ganhou tamanho significado mágico após o deus Apolo matar a serpente Píton neste local, daí que se deriva o nome das sacerdotisas (pitonisas).

Amor Não Correspondido Entre Apolo e Dafne

Apolo e Dafne,
Museu em Viena
Uma grande história de amor não correspondido de Apolo foi com a Dafne. Por ser um deus muito belo, e ter muitas qualidades, quis ser bem mais que o deus Cupido. Afirmou que suas flechas eram bem mais poderosas que as do deus do Amor, mas Cupido argumentou que as flechas que possuía além de serem mais poderosas, atingiriam até o próprio Apolo. Apolo naquele momento não acreditou, foi então que o Cupido lançou uma flecha no coração dele com ouro na ponta e ele se apaixonou pela moça Dafne, mas o cupido para mostrar que era mais poderoso lançou uma flecha com chumbo na ponta no coração de Dafne que repudiava Apolo e sua paixão. Dafne não aguentava mais o deus Apolo a perseguindo, foi então que pediu a seu pai Peneu que mudasse sua forma; seu pai a atendeu e a transformou em um loureiro.

Amizade Entre Apolo e Jacinto

Jacinto, um dos eromenoi
de Apolo, morre
em seus braços. 
Outro grande momento que marcou a vida de Apolo foi sua grande admiração por Jacinto. Apolo tinha muito apego por Jacinto. Certo dia foram jogar discos, Apolo foi o primeiro a lançar; lançou muito forte e com precisão e Jacinto com muita vontade de jogar também foi correndo atrás do disco para pega-lo, mas Zéfiro (um dos deuses do vento) sentia muita inveja, pois Jacinto preferia Apolo. Então soprou o disco que bateu na testa de Jacinto. Apolo correu para ajuda-lo e enquanto tentava reviver o amigo, nasceu uma linda flor do sangue que escorreu de sua testa, que após sua morte recebeu o nome de Jacinto.

Asclépio - Filho de Apolo

Corônis lhe deu como filho Asclépio, mas o traiu, e por isso morreu pela seta do deus ultrajado. Asclépio, tornando-se um mestre na arte de curar tão poderoso que podia ressuscitar os mortos, ameaçava com isso o poder soberano de Zeus, ultrajava Têmis e roubava súditos a Hades, pelo que foi morto pelo raio de Zeus. Para vingar-se, como não podia voltar-se contra seu pai, Apolo matou os Ciclopes, que haviam forjado os raios, e por isso foi castigado. 

Deveria ter sido desterrado para o Tártaro, mas graças à interferência de sua mãe o castigo foi comutado em um ano de trabalhos forçados como um mortal para o rei Admeto. Sendo bem tratado pelo rei durante sua expiação, Apolo ajudou-o a obter Alceste e a ter uma vida mais longa que a que o destino lhe reservara. Uma versão da história a amplia, e diz que enquanto Apolo estava entre os mortais ensinou-lhes a música, a dança e todas as artes e ofícios que tornam a vida mais agradável; ensinou às pessoas também os jogos atléticos, a caça, a contemplação da natureza e a percepção de suas belezas próprias, e todo o dia parecia um dia de festa. Os deuses, vendo que a vida na Terra se tornava mais aprazível que a sua, chamaram de volta Apolo para o Olimpo.

Amores Não Correspondidos

Também disputou o amor de Marpessa com Idas, e Zeus ordenou que ela escolhesse entre ambos. Temendo ser rejeitada quando ficasse velha e perdesse sua beleza, ela decidiu por Idas. Desejou a princesa troiana Cassandra, e deu-lhe como presente o dom da profecia. Mesmo assim ela repudiou o deus, e Apolo a puniu fazendo com que ninguém acreditasse nela, embora suas profecias se revelassem depois sempre verdadeiras. 

Destino semelhante teve a Sibila de Cumas, que exigiu o prolongamento de sua vida em tantos anos quantos os grãos de areia que tinha na mão. Concedido o favor, ela negou seu amor, e então Apolo não revogou-lhe o dom, mas fez com que sua beleza e juventude não fossem preservadas ao longo de sua vida de milênios, envelhecendo até se tornar uma criatura horrenda, seca e encarquilhada, escondida dentro de um vaso, cujo único desejo era morrer. Entretanto, Apolo foi feliz com Cirene, uma ninfa, tendo o filho Aristeu, que se tornou uma deidade da vegetação e agricultura.

Filhos

Com Corônis gerou Asclépio
Com Creúsa gerou Íon, o fundador mítico do povo jônico. 
De Dríope gerou Anfiso. 
Com Hécuba, esposa de Príamo, às vezes se diz que gerou Troilo, príncipe de Troia. 
De Manto, uma vidente, teve Mopso, um profeta. 
Teve ainda romances com algumas Musas: com Tália foi o pai da geração dos Coribantes, monstros seguidores de Dionísio, e com Urânia gerou os músicos Lino e Orfeu.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ártemis - Diana

Ártemis, deusa grega, ou Diana, como era conhecida entre os romanos, divindade responsável pelas atividades da caça, é representada como uma imagem lunar arisca e selvagem, constantemente seguida de perto por feras selvagens, especialmente por cães ou leões. Ela traz sempre consigo, no abrigo de suas mãos, um arco dourado, nos ombros um coldre de setas, e pode ser vista trajando uma túnica de tamanho curto.

Esta deusa famosa dos gregos foi concebida por Zeus e Leto e era irmã gêmea de Apolo – enquanto ele simbolizava a luz solar, ela representava a esfera lunar. 

Dizem que quando ela ainda era uma criança, ao sentar-se no colo de seu pai Zeus, pediu para que ele lhe concedesse seis desejos: manter-se sempre virgem; ter muitos nomes para diferenciá-la de seu irmão Apolo; ser a Portadora da Luz; ter um arco e flecha e uma túnica na altura do joelho para que ela pudesse caçar; ter sessenta "filhas Okeanos", todas com nove anos de idade, para ser suas companheiras; e vinte ninfas como servas para cuidar de seus cães e arco enquanto ela descansava. Ela desejou não ter nenhuma cidade dedicada a ela, mas para governar as montanhas e ter a capacidade de ajudar as mulheres em dores de parto.

Ártemis acreditava que ela tinha sido escolhida pelas Parcas para ser parteira, especialmente desde que ela tinha ajudado á mãe no parto de seu irmão gêmeo, Apolo. Todos as suas companheiras permaneceram virgens, e Ártemis vigiou de perto sua própria castidade. Seus símbolos incluem o arco, a flecha de ouro, o cão de caça, o veado, e a lua.  

Hipólito - Filho de Teseu

Hipólito, filho de Teseu e de Hipólita rainha das amazonas, que herdou da mãe o gosto pela caça e pelos exercícios violentos tinha uma amizade muito grande com Ártemis. Afrodite, enciumada pela intimidade dos dois, vingou-se fazendo Fedra, segunda esposa de Teseu, apaixonar-se por seu enteado, jovem e casto. Ao ser informado por uma serva do amor que lhe dedica a madrasta, Hipólito repele-a com veemência. Rejeitada, Fedra suicidou-se deixando uma mensagem a Teseu que acusa falsamente Hipólito de violentá-la. Teseu expulsa o rapaz e invoca a punição de Poseidon que provoca um acidente com a carruagem de Hipólito. O jovem conduzia seu carro junto ao mar quando, assustado por um monstro marinho, seus cavalos precipitaram-se pelas rochas causando-lhe a morte. Enquanto Hipólito morre, ouve-se a voz de Ártemis, que revela a verdade a Teseu.

Adônis - Amado de Afrodite

Em algumas versões da história de Adônis, que foi uma adição tardia à mitologia grega no período helenístico, Ártemis enviou um javali para matar Adônis como castigo por sua ostentação arrogante que ele era um caçador melhor do que ela. 

Em outras versões, Ártemis matou Adônis por vingança. Em mitos posteriores, Adônis havia sido relacionado como um dos favoritos de Afrodite e Afrodite foi responsável pela morte de Hipólito, que tinha sido um favorito de Ártemis. Portanto, Ártemis matou Adônis para vingar a morte de Hipólito. 

Em outra versão, Adônis não foi morto por Ártemis, mas por Ares, que tinha ciúmes de Adônis com Afrodite. 

Orion

Orion foi companheiro de caça de Ártemis. Em algumas versões, ele é morto por Ártemis, enquanto em outras ele é morto por um escorpião enviado por Gaia. Em algumas versões, Orion tenta seduzir Opis (outro nome para Ártemis), e ela o matou. Em uma versão de Arato, Orion pegou o robe de Ártemis e ela o matou em legítima defesa. 

Em outra versão, Apolo envia o escorpião. De acordo com Higino Ártemis uma vez Orion, mas foi enganado e matado por seu irmão Apolo, que era "protetor" da virgindade de sua irmã. 

Acteão

Acteão sendo devorado
pelos seus cães grupo de esculturas
em Caserna.
Várias versões do mito de Acteão sobrevivem, embora muitas estejam fragmentadas. Os detalhes variam, e uma delas envolve um grande caçador, Actéon que, depois de acidentalmente ter visto a deusa tomando banho numa fonte, como castigo é transformado por ela em um alce e acaba sendo morto pelos próprios cães de caça e companheiros, que não o reconhecem. 

Os Aloadae

Os gigantes filhos gêmeos de Poseidon, Otos e Efialtes, cresceram enormemente em uma idade jovem. Eles eram agressivos, grandes caçadores, e não poderiam serem mortos, a menos que se matassem. O crescimento dos Aloadae nunca parou, e eles se gabavam de que assim que eles pudessem alcançar o céu, eles iriam sequestrar Ártemis e Hera e tomá-las como esposas. Os deuses estavam com medo deles, com exceção de Ártemis que capturou um belo veado e jogou entre os gigantes. Os Aloadae jogaram suas lanças um ao outro por engano e mataram um ao outro.

Calisto

Calisto era filha de Licaon, rei de Arcadia e também foi uma das caçadoras de Ártemis. Como uma companheira de Ártemis, ela fez um voto de castidade. Zeus lhe apareceu disfarçado como Ártemis, ou em algumas histórias como Apolo, ganhou a confiança dela, então se aproveitou de sua virgindade. Como resultado desse encontro, ela concebeu um filho, Arcas. 

Enfurecida, Hera ou Ártemis (alguns relatos dizem as duas) transformou-a em um urso. Arcas quase matou o urso, mas Zeus parou na hora certa. Por piedade, Zeus colocou Calisto como um urso nos céus, assim, a origem da constelação de Urso. Algumas histórias dizem que ele colocou tanto Arcas e Calisto nos céus como ursos, formando as constelações Ursa Menor e Ursa Maior.  

Níobe

A rainha de Tebas e esposa de Anfião, Niobe se gabava de sua superioridade sobre Leto, proibindo seu culto em Tebas e afirmando que enquanto ela tinha quatorze crianças, sete meninos e sete meninas, Leto tinha apenas um de cada. Leto pediu vingança aos seus filhos, Ártemis e Apolo; Assim, Apolo matou os filhos de Níobe enquanto eles praticavam atletismo, e Ártemis atirou nas suas filhas, que morreram instantaneamente, sem um som. Apolo e Ártemis usaram veneno nas setas para matá-los, mas de acordo com algumas versões, dois filhos foram poupados, um menino e uma menina. Anfião, com a visão de seus filhos mortos, se matou. Níobe devastada com a morte dos filhos, fez Zeus ficar compadecido com sua dor e a transformou numa rocha, mas ela ainda chorava a perda dos filhos, vertendo água constantemente numa nascente. 

Chione 

Chione era uma princesa de Pokis. Ela era amada por dois deuses, Hermes e Apolo, e vangloriou-se de que ela era mais bonita do que Ártemis, porque ela fez dois deuses se apaixonar por ela ao mesmo tempo. Ártemis ficou furiosa e matou Chione com sua flecha ou a golpeou, tirando fora a língua. No entanto, algumas versões desse mito diz que Apolo e Hermes protege-la da ira de Ártemis. 

Atalanta, Eneu e as Meleagrids

Artemis salvou o bebê Atalanta de morrer depois que seu pai a abandonou. Ela enviou uma ursa para dar de mamar o bebê, que foi, então, criado por caçadores. Mas logo depois ela enviou um urso para ferir Atalanta porque as pessoas diziam que ela era uma caçadora melhor. Isto é, em algumas histórias. 

Entre outras aventuras, Atalanta participou da caçada ao javali Calydonian, que Ártemis tinha enviado para destruir Calidão porque o rei Eneu tinha esquecido de fazer os sacrifícios de colheita para ela. Na caça, Atalanta tirou o primeiro sangue do javali, e foi agraciada com a pele do animal como prêmio. Ela pendurou a pele em um bosque sagrado em Tégea como uma dedicação a Ártemis.  

Aura

Aura era a deusa grega da brisa e ar fresco, filha do titã Lelantos e Periboea. Ela era uma caçadora virgem, assim como Ártemis e orgulhosa de sua virgindade. Um dia, ela afirmou que o corpo de Ártemis era muito feminino e que ela duvidava de sua virgindade. Ártemis pediu a Nêmesis ajuda para vingar a sua dignidade e causou a violação de Aura por Dionísio. Aura tornou-se uma assassina louca e perigosa. Quando ela deu à luz a filhos gêmeos, ela comeu um deles, enquanto o outro, Iakhos, foi salvo por Ártemis. Iakhos mais tarde tornou-se um atendente de Deméter e líder da Mistérios de Elêusis. 

Ifigénia Sacrificada

Ártemis puniu Agamenon depois dele ter matado um veado em um bosque sagrado da deusa e se gabou de que ele era um caçador melhor do que ela. Quando a frota grega estava se preparando para ir para Tróia e participar da Guerra de Tróia, Ártemis acalmou os ventos impedindo o navio de zarpar. O vidente Calcas aconselhou Agamenon que a única maneira de apaziguar Ártemis era sacrificar sua filha Ifigénia. Ártemis, em seguida, pegou Ifigênia do altar de sacrifício e substituiu por um cervo. Vários mitos foram feitos sobre o aconteceu depois que Ártemis a levou. Ou ela foi trazida para Tauros e viveu com seus pais, ou tornou-se uma das companheiras imortais de Ártemis.

Defensora de Troia

Ártemis foi representada como uma defensora de Troia, porque seu irmão Apolo era o deus padroeiro da cidade e ela mesma foi amplamente adorada no oeste da Anatólia em tempos históricos. Na Ilíada 27 ela chegou às vias de fato com Hera, quando os aliados divinos dos gregos e troianos brigaram entre si no conflito. Hera golpeou Ártemis nas orelhas com sua própria aljava, fazendo com que as flechas da caçadora caírem. Depois Ártemis fugiu chorando para Zeus, e Leto recolheu seu arco e flechas. 

Enéias foi ajudado por Ártemis, Leto, e Apolo. Apolo o encontrou ferido por Diomedes e levantou-o para o céu. Lá, os três secretamente o curou em uma grande câmara.

domingo, 21 de agosto de 2011

Hefesto - ou Vulcano

Hefesto era conhecido como deus grego do fogo ou Vulcano (na mitologia romana) e também protetor das atividades relacionadas ao metal, era filho de Zeus e de Hera. Comenta-se que o deus do fogo teria nascido muito feio e com aparência de anão, pois tinha problemas na perna. E, por esse motivo a sua mãe Hera muito envergonhada teria jogado-o ao mar. Mas com muita generosidade foi recolhida pela deusa Tétis.  

Hefesto ao ser cuidado por Tétis durante nove anos cresceu e aprendeu a trabalhar com metal, e a fazer jóias também. Um dia sua mãe Hera viu uma de suas jóias. Gostando muito, quis saber quem as fazia, foi quando soube que era seu filho rejeitado, e o quis então de volta ao Olimpo, porém Hefesto recusou o convite de sua mãe. Mas Hera não desistiu da volta de seu filho e pediu para que Dionísio o convencesse a voltar. Dionísio só conseguiu isso após embriagá-lo com vinho e com uma mula ajudando ele a carregar Hefesto de volta ao Olimpo.

Um tempo antes de voltar para o Olimpo, Hefesto se vingou de sua mãe, construiu um lindo trono de ouro e mandou entregá-lo. Sua mãe Hera muito contente, sentou-se no trono, mas nele havia fios transparentes que seguraram Hera no trono e ninguém conseguia tirá-la, até que Hefesto soltou sua mãe e disse que voltaria ao Olimpo apenas se sua mãe lhe desse a mão da mulher mais bela.

No Olimpo Hefesto continuou suas criativas obras e mesmo com as críticas e risadas irônicas por causa de suas pernas conseguiu a atenção de todos os deuses pelo fato de sua grande sabedoria e criatividade. Foi então que Hera para reparar seus danos lhe deu a mão de Afrodite. Hefesto casou-se com Afrodite, no entanto, apesar da beleza de Afrodite ser muito grande, seu caráter não era.

Afrodite sempre manteve um caso com o deus Ares, mas Hefesto tomou conhecimento da traição e preparou uma armadilha para os dois. Hefesto saiu de casa e Afrodite se encontrou com Ares em sua residência e na cama Hefesto tinha colocado uma rede com fios transparentes, foi então que os dois deitaram e ficaram amarrados na frente de todos os deuses passando humilhação. Logo depois de sua separação casou com Caris que era deusa da graça e primavera, foi quando Hefesto teve paz. O deus Hefesto não teve nenhum filho.

sábado, 20 de agosto de 2011

Afrodite - Venus

O Nascimento de Afrodite
Afrodite é uma deusa da Mitologia Grega. É a deusa do amor, da beleza e do sexo. Corresponde a deusa Vênus da Mitologia Romana.   

Segundo a versão de Hesíodo, Afrodite nasceu de uma forma incomum. Após Cronos cortar os órgãos de Urano (seu pai) e jogá-los ao mar, formou-se em torno desses órgãos uma espuma branca que, misturando-se ao mar, como se fosse uma fecundação, que deu origem a Afrodite.

Afrodite nunca foi criança, sendo constantemente retratada nascendo já adulta, nua e bela. Nos mitos, é normalmente retratada como vaidosa, sedutora, charmosa, uma amante fervorosa que quando amava, amava incondicionalmente. No Hino Homérico de número 6 dedicado a Afrodite, Homero narra que todo lugar que a deusa pisa com seus pés delicados as flores nascem. Homero também relata uma Afrodite bastante maternal, chegando a se sacrificar pelo seu filho Eneias, entrando em combate para protege-lo. Em mitos mais tarde, ela passou a ser retratada como temperamental e facilmente ofendida, se vingando e punindo mortais como Psiquê. Embora ela seja casada, Afrodite é um das poucas deusas do panteão que é freqüentemente infiel ao marido.

Casamento Com Hefesto

De acordo com uma versão da história de Afrodite, Afrodite se casa com Hefesto depois que sua mãe, Hera, o lança do Olimpo, considerando-o muito feio e deformado para habitar com os deuses. Ele se vinga prendendo a mãe num trono mágico que construiu. Em troca de sua libertação, ele pede para ser dado a mão de Afrodite em casamento. Em outra versão da história, por causa de sua imensa beleza, Zeus teme que os outros deuses passaram a brigar um com os outros por causa dela. Para evitar isso, ele a obriga a casar-se com Hefesto, o deus ferreiro, sem senso de humor e feio. 

Hefesto fica feliz por ser casado com a deusa da beleza, e forja para ela belas joias, incluindo o cestus, um cinto de ouro que faz dela ainda mais irresistível para os homens. O descontentamento de Afrodite com seu casamento arranjado faz com que busque outras companhias masculinas, na maioria das vezes Ares.

Afrodite e Ares são
surpreendidos por Hefesto.
No conto cantado pelo bardo na sala de Alcíno, o Deus do sol Hélio uma vez espiou Ares e Afrodite amando um ao outro secretamente na sala de Hefesto, e ele prontamente informou o incidente ao cônjuge olímpico de Afrodite. Hefesto conseguiu pegar o casal em flagrante, e para tanto, ele fez uma rede especial, fina e resistente como o diamante para pegar os amantes ilícitos. No momento apropriado, esta rede foi jogada, e encurralou Ares e Afrodite em um abraço apaixonado. Mas Hefesto ainda não estava satisfeito com a sua vingança — ele convidou os deuses Olimpos e deusas para ver o casal infeliz. Alguns comentaram a beleza de Afrodite, os outros opinavam em trocar de lugar ansiosamente com Ares, mas todos zombam e riem dos dois. Uma vez que o casal foi solto, Ares, embaraçado, fugiu para a sua pátria, Trácia, e Afrodite envergonhada foge para Chipre.

O Julgamento de Páris e a Guerra de Tróia

O casamento de Peleu e Tétis, foi um grande evento e todos os deuses foram convidados, menos Éris, deusa da discórdia. Ofendida, ela lançou um pomo de ouro com a inscrição para a mais bela (kallistei), entre as deusas. Hera, Atena e Afrodite se consideraram as mais belas e disputaram a posse do pomo. 

Julgamento de Páris
Elas resolveram deixar a decisão com Zeus, que não querendo privilegiar nenhuma, deixou a decisão com Páris, filho de Príamo, príncipe de Troia. As três deusas se exibiram para Páris, mas mesmo assim ele não foi capaz de decidir e elas recorreram a subornos. No fim, Páris escolhe Afrodite, e recebe da deusa ajuda para receber sua recompensa por tê-la escolhido: o amor da mais bela das mulheres, Helena, esposa do rei de Esparta, Menelau. Páris em um ato imaturo rapta Helena, dando início à Guerra de Troia. Na guerra, Afrodite se torna um dos deuses protetores de Troia, juntamente com Ares, Apolo, Ártemis e Leto. Ela também se torna protetora de Helena, Heitor e Páris, salvando a vida deste em um duelo; Na guerra, ela também protege seu filho mortal, Eneias, e por causa disso, acaba sendo ferida em combate. Após muitos anos de guerra entre os aqueus e os troianos, Troia é vencida e destruída.

A Corrida de Hipômenes e Atalanta

Um príncipe de Onkhestos, na Beócia, chamado Hipômenes, se apaixonou por Atalanta. Ela era uma caçadora e não gostava da idéia de se casar e queria ficar virgem para ser consagrada a Artemis. Aborrecido por homens que admiravam a sua beleza enquanto ela corria pela floresta, disse que quem queria se casar com ela, teria que ganhar uma corrida a pé, mas com a condição de que aqueles perdidos, seriam punidos com a morte.

Atalanta e Hipômenes
Atalanta bateu todos os pretendentes, exceto Hipômenes que derrotou-a pela sua astúcia, e não pela velocidade. Hipômenes sabia que ele não poderia ganhar Atalanta numa corrida, e implorou ajuda a Afrodite, que como deusa do Amor, não gostava da rejeição de Atalanta ao sentimento. Então Afrodite lhe deu três maçãs de ouro sagradas do jardim das Hespérides, dizendo para Hipômenes que as deixasse cair na corrida para distrair Atalanta. Depois de largar as duas primeiras maçãs, Atalanta foi capaz de pegá-las e continuar a corrida, mas quando a terceira maça caiu, e Atalanta parou para pegar, ela não conseguiu recuperar rapidamente e Hipômenes venceu a corrida e, com isso, ganhou a mão de Atalanta.

A estátua de Pigmalião  

Pigmalião e Galatéia
Pigmaleão era um escultor e rei de Chipre que se apaixonou por uma estátua que esculpira ao tentar reproduzir a mulher ideal. Na verdade ele havia decidido viver em celibato na Ilha por não concordar com a atitude libertina das mulheres dali, que haviam dado fama à mesma como lugar de cortesãs.

Afrodite, apiedando-se dele e atendendo a seu pedido, não encontrando na ilha uma mulher que chegasse aos pés da que Pigmaleão esculpira, em beleza e pudor, transformou a estátua numa mulher de carne e osso, com quem Pigmaleão casou-se e, nove meses depois, teve uma filha chamada Pafos, que deu nome à ilha.

Ira da deusa

Embora seja considerada a deusa do Amor, Afrodite não foi muito amável com seus adversários, sendo muito vingativa e impiedosa nas suas vinganças. Uma das coisas comuns que irava a deusa, foi quando ela privilegiou mortais e eles não a honraram, como Hipômenes que não teria pagado a Afrodite os devidos tributos por ela te-lo ajudado na corrida. Afrodite teria se vingado, levando Hipômenes a ter relações sexuais com Atalanta no templo de Reia, fazendo com que essa deusa transformasse a dupla em leões. 

Outro caso famoso e de Menelau, príncipe de Micenas e mais tarde rei da Lacedemónia, que como uma centena de outros pretendentes pediu a mão de Helena em casamento. Ele prometeu sacrificar a Afrodite cem cabeças de gado se ele ganhar o concurso, mas após o casamento não honrou sua promessa. A deusa teria se vingado fazendo Helena se apaixonar por Páris e fugir com ele para Troia. 

Outra causa para suas vinganças são retaliações pessoais: Para punir o deus Sol, Hélio, por ter advertido Hefesto do seu adultério com Ares, ela o fez se apaixonar por Leucoteia, uma princesa persa, e sem querer provocar sua morte. Castigou da mesma maneira, a musa Clio, que havia criticado o seu amor por Adônis, fazendo-a apaixonar-se pelo mortal Pieros.

Narciso e Eco

Como deusa do Amor, foi justiceira dos românticos e odiava quando alguém rejeitava o amor. Um caso famoso é o de Narciso, um belo jovem de Fócida, que era bastante orgulhoso e insensível. Narciso menosprezava todas as jovens que se apaixonavam por ele, incluindo uma ninfa chamada Eco. Afrodite o puniu por sua arrogância, fazendo-o se apaixonar pelo seu próprio reflexo. O rapaz acabou morrendo olhando para o seu reflexo no lago e foi transformado pela deusa em uma flor, narciso.

A morte de Hipólito - Amigo de Ártemis

Hipólito, foi um que ganhou a ira de Afrodite por rejeitar o amor. Filho de Teseu e de Hipólita a Rainha das Amazonas, cultuava Ártemis a quem dedicou sua vida e fez voto de celibato. Hipólito recusou-se a honrar ou fazer ritos a Afrodite, por ela ser a deusa do amor e ele desprezava o sentimento. Afrodite, com raiva, fez Fedra, segunda esposa de Teseu, apaixonar-se por seu enteado. Fedra tentou resistir à paixão, lutou contra seu desejo ilícito e ficou doente. Finalmente, uma criada descobriu a causa de sua miséria, e falou a Hipólito em favor dela. Ele, ficou tão insultado e horrorizado diante da sugestão de ter um romance com sua madrasta que irrompeu num discurso longo e alto, que ela pode ouvi-lo. Rejeitada e humilhada, Fedra suicidou-se deixando uma mensagem a Teseu que acusa falsamente Hipólito de violentá-la. Teseu expulsa o rapaz e invoca a punição de Poseidon que provoca um acidente com a carruagem de Hipólito. O jovem conduzia seu carro junto ao mar quando, assustado por um monstro marinho, seus cavalos precipitaram-se pelas rochas causando-lhe a morte. Enquanto Hipólito morre, ouve-se a voz de Ártemis, que revela a verdade a Teseu.  

Segundo Pseudo-Apolodoro, Ártemis matou Adônis por vingança. Nos mitos mais tarde, Adônis tinha sido relacionado como um dos favoritos de Afrodite, que foi responsável pela morte de Hipólito, que tinha sido um favorito de Ártemis. Portanto, Ártemis matou Adônis para vingar a morte de Hipólito.

Perseguição a Psiquê 

Afrodite, Psiquê e Cupido.
Psiquê é a mais famosa de um ciclo de três personagens da mitologia que ganharam o ódio de Afrodite por serem vangloriados como mais bonitos do quer ela. Psiquê foi uma princesa mortal cuja beleza estonteante fez os homens abandonarem a adoração a Afrodite para ficar admirando sua beleza, irritando á deusa que não aceitava que uma simples mortal merecesse mais adoração do quer ela. 

Afrodite ordenou a seu filho Eros que fizesse Psiquê se apaixonar por um monstro, mas o próprio deus se apaixonou por ela e a levou para morar com ele num palácio em segredo. No entanto Eros escondeu sua verdadeira identidade, e ordenou-lhe para nunca mais olhar para o rosto dele. Psiquê acabou sendo enganada por suas irmãs invejosas e viu o rosto do deus enquanto este dormia, e ele a abandonou. Em seu desespero, ela procurou ajuda em todo o mundo por seu amor perdido, e acabou parando no Templo de Afrodite. A deusa, vendo que foi enganada pelo filho, ordenou que Psiquê realizasse uma série de trabalhos difíceis, que culminaram em uma viagem ao submundo. No final, Afrodite aceita Psiquê como nora, quando Eros clama ajuda a Zeus que transforma a garota em imortal. Psiquê e Eros se casam em uma cerimônia com a presença dos deuses.

Os outros dois casos de mortais que tiveram sua beleza vangloriada e irritando Afrodite, foi Akhilleus, um filho de Zeus e Lamia, um menino de extraordinária beleza que desafiou Afrodite para um concurso de beleza. A deusa foi ofendida por sua arrogância e transformou-o em um peixe feio. Kenkhreis, a rainha de Chipre que se gabava que sua filha Mirra era mais bonita que Afrodite, acabou recebendo o ódio da deusa, que deu origem ao mito de Adônis.

Afrodite e Seu Amor por Adônis

Afrodite e Adônis
Afrodite era para Adônis amante e uma mãe de aluguel. Cíniras, o rei de Chipre, teve uma filha muito bela chamada Mirra. A mãe de Mirra, Kenkhreis, vivia se gabando que sua filha era mais bonita que Afrodite. Então, Mirra é punida por Afrodite que a faz desejar o próprio pai. Mirra passa a rejeitar seus pretendentes por causa da sua paixão incestuosa pelo pai. Ela confessa sua paixão para sua criada, que fala para Cíniras que uma jovem prostituta deseja se deitar com ele, mas secretamente. Mirra se disfarça de prostituta e secretamente dorme com o pai durante a noite.

Posteriormente, Mirra fica grávida e é descoberta por Cíniras. Num acesso de raiva, ele persegue-a para fora da casa com uma faca. Mirra foge dele, orando aos deuses por misericórdia enquanto corre. Os deuses ouvem sua súplica, ea  transforma em uma árvore de mirra para que seu pai não possa matá-la (Em outra versão do mito, Afrodite se sentido culpada pelo sofrimento de Mirra a transforma na árvore). Eventualmente, Cíniras tira a própria vida na tentativa de restaurar a honra da família.

Mirra dá à luz a um menino chamado Adônis. Afrodite passa pela árvore de mirra, e vendo-o, tem pena da criança. Ela coloca Adônis em uma caixa, e o leva para o mundo inferior, para que Hades e Perséfone cuidem ele. Adônis cresce e se transforma em um jovem extraordinariamente bonito, e Afrodite acaba se apaixonado por ele. Perséfone, no entanto, não está disposta a abrir mão dele, e deseja que Adônis fique com ela no submundo. As duas deusas começar a brigar e Zeus é forçado a interferir. Ele decreta que Adônis vai passar um terço do ano com Afrodite, um terço do ano com Perséfone e um terço do ano com quem ele quiser. Adônis que amava Afrodite, escolhe passar o resto do ano com ela.

Adônis começa seu ano na Terra com Afrodite. Uma de suas maiores paixões é a caça, e apesar de Afrodite não ser, naturalmente, uma caçadora, ela pratica o esporte apenas para que possar ficar com ele. Eles passam dia e noite juntos, e Afrodite está encantada com o jovem. No entanto, ela acaba negligenciado seus deveres como deusa, e para reparar-los é obrigada a deixar Adônis por um curto período de tempo. Antes de sair, ela dá a Adônis um aviso: não ataque um animal que não demonstre medo. Adônis concorda com o seu conselho, mas, por duvidar de sua habilidade como caçadora, rapidamente esquece seu aviso.

Não muito tempo depois que Afrodite saiu, Adônis se depara com um enorme javali, muito maior do que qualquer outro que ele já viu. Em alguns mitos este javali é o deus Ares, um dos amantes de Afrodite que estava com ciúmes do amor desta com Adônis. Embora javalis sejam perigosos quando provocados, Adônis ignora o aviso de Afrodite e persegue a criatura gigante. Logo, porém, Adônis é o que está sendo perseguido; ele não é páreo para o javali gigante. 

No ataque, Adônis é castrado pelo javali, e morre de perda de sangue. Afrodite é avisada, em algumas versões, pelo Ventos ou pelas ninfas e corre de volta para Adônis, mas é muito tarde para salvá-lo e ela só pode lamentar sobre seu corpo. Onde o sangue de Adônis caiu, Afrodite faz crescer anêmonas em sua memória. Ela jura que no aniversário de sua morte, a cada ano, haverá um festival realizado em sua homenagem.

Em sua morte, Adônis volta ao submundo, e Perséfone tem o prazer de vê-lo novamente. Eventualmente, Afrodite percebe que ele está lá, e corre de volta para recuperá-lo. Mais uma vez, ela e Perséfone discutem sobre quem deve ficar com Adônis e Zeus intervém. Desta vez, ele diz que Adônis deve passar seis meses com Afrodite e seis meses com Perséfone, a forma como ele deveria ter sido em primeiro lugar.

Consortes e Filhos

Os mitos mais importantes da deusa, como Ares e Adônis, giram em torno do amor que era o atributo principal de Afrodite. O seu primeiro amor teria sido Nerites, um jovem deus do oceano que ela amou ainda quando vivia no mar. Quando Afrodite saiu do oceano e foi viver no Olimpo, ela voltou ao mar para buscar Nerites para ele viver com ela. Entretanto, o deus se recusou a ir com Afrodite; Ela com raiva e traída, transformou Nerites em um tubarão feio.   

Zeus, teria tentando seduzir Afrodite assim quando ela saiu do mar em Chipre. Porém, esta, assustada com os avanços do deus, saiu correndo. Mais tarde, ela teria se entregado a Zeus de livre e espontânea vontade, ganhando o ódio eterno de Hera, esposa de Zeus. Esta, quando soube que Afrodite estava grávida de Zeus, maldosamente colocou a mão na barriga de Afrodite, fazendo o seu filho nascer deformado. Essa criança viria ser o deus Priapo. Porém, outros mitos dizem que Priapo é filho de Dionísio ou de Adônis. 

Outros amores divinos incluem Hefesto, Dionísio, que ela teve um curto caso por eles "terem tudo em comum" e com ele o filho Iakkhos. Hermes, com quem teve Hermafrodito, e Poseidon, que ela ficou encantada e agradecida com o deus, por ele ter convencido Hefesto a soltar Ares e ela, quando este pegou os dois juntos. Com Poseidon teve Rhode e Herophile. 

Seu principal consorte e romance mais longo foi Ares, sendo desde Ilíada retratada como companheira dele. Tiveram sete filhos: Phobos, Deimos, Harmonia, Os Erotes: Eros, Anteros, Himeros e Photos. Embora a maioria dos mitos retratem Afrodite gerando Eros sozinha.

Entre seus amores mortais, o mais famoso foi Adônis que era tido como seu grande amor e teve com ele Beroe, que deu nome a capital do Líbano. Anquises, príncipe de Troia, foi outro amor famoso, e algumas versões do mito dizem que Afrodite se apaixonou por Anquises como punição de Zeus por ela ter feito os deuses se apaixonarem por mulheres mortais. Com Anquises teve Eneias e Lyros, e logo depois do nascimento dos filhos, sua paixão por Anquises sumiu, embora continuasse a proteger ele e os filhos.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Ares - Marte

Ares era o deus grego das guerras, da guerra selvagem com sede de sangue, conhecido também em Roma como Marte, filho de Zeus e Hera, de quem herdou o mal gênio da mãe e a força do pai. Pertence a geração dos grandes doze deuses do Olimpo. Ares era guerreiro, gostava muito de guerras, batalhas e brigas, era muito violento, sanguinário, pelo contrário de muitos ele só encontrava sua paz, em suas lutas e batalhas. Era ele quem governava a cidade de Esparta. Em suas lutas sua chegada era anunciada com gritos que causavam pânico nas pessoas.

Ares tinha como amante a deusa do amor, a Afrodite. Com ela teve dois filhos, o Deimos e o Fobos, que acompanhavam o pai nas batalhas. Também teve com ela o filho Eros que tinha o mesmo poder da mãe, o deus do amor, roubava corações com suas flechas, e até Afrodite foi uma delas, também teve a Harmonia e Anteros. Porém, Hefesto como marido de Afrodite descobriu sua traição, e soube que eles iam se encontrar em seu palácio e preparou uma armadilha para os dois. Na cama ele colocou uma rede invisível e os prendeu, o Sol que estava espiando, ajudando Hefesto viu que a armadilha tinha funcionado e avisou a todos os deuses, para que todos pudessem ver e presenciar a traição.

Afrodite e Ares então foram presos e depois de um longo tempo quando foram soltos, se separaram. Sempre foi um grande protetor de seus filhos e mesmo sendo um deus de fama ruim, era o único deus que agia desta forma com proteção. Como deus Romano Ares também teve filhos com Réia que eram os gêmeos Remo e Rômulo.

Ares com sua fama era detestado pelos deuses, até seu pai Zeus não gostava dele. Embora Ares gostasse muitas das guerras e batalhas, não era invencível, perdeu muitas vezes. Tem como sua principal rival a deusa Atena que era a deusa das guerras estratégicas, ao contrário de Ares que gostava mesmo de sangue. Atena o derrotou muitas vezes. Ares em suas guerras usava capacete, lança, escudo e uma couraça, também usava uma carroça puxada por quatro cavalos que soltavam fogos pelas narinas.

Os Gigantes Aloídas

Em um mito arcaico e obscuro relacionado na Ilíada pela deusa Dione a sua filha Afrodite, dois gigantes ctônicos, os Aloídas, chamados Oto e Efialtes, lançaram Ares em cadeias e puseram-no em um vaso de bronze, onde ele permaneceu durante treze meses, um ano lunar. "E teria sido o fim de Ares e o seu apetite da guerra, se a bela Eriboea, a madrasta dos jovens gigantes, não tivesse dito a Hermes o que eles tinham feito. Ares ficou gritando e uivando no vaso até que Hermes o resgatasse e Ártemis enganou os Aloídas fazendo um assassinar o outro.

Templo de Ossos Humanos

Cicno, filho de Ares, resolveu construir um templo em homenagem a seu pai usando caveiras e ossos de viajantes no lugar de tijolos. Certa vez, ao ver passar por ele ninguém menos que Hércules, ficou impressionado com a largura dos seus ossos e, sem desconfiar de quem se tratava, Cicno tentou se apossar dos seus ossos mas acabou sendo morto pelo herói. 

Seu pai, ao saber da notícia, resolveu se vingar da morte de seu filho travando uma luta com Hércules. Mas por pouco não seguiu o mesmo caminho que Cicno. Então, tomando uma atitude diferente, resolveu que homenagearia seu filho morto, ordenando que o sogro deste terminasse o templo que ele havia começado. Quando o templo ficou pronto, uma grande festa foi realizada - mas sem a presença de nenhum deus. Quando a festa já estava quase no fim, Hares e seus convidados foram surpreendidos com a fúria das águas do rio Amaro descendo do alto da montanha em direção ao templo, que o destruiu completamente. Este tinha sido convocado pelos deuses que não se agradaram daquele templo infame. 

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Dioniso - ou Baco

Dioniso era o deus grego dos ciclos vitais, das festas, do vinho, da insânia, mas, sobretudo, da intoxicação que funde o bebedor com a deidade. Filho de Zeus e da princesa Sêmele, Dioniso foi o único deus olimpiano filho de uma mortal, o que faz dele uma divindade grega atípica.

Baco é um nome alternativo, e posteriormente adotado pelos romanos, do deus grego Dioniso, cujo mito é considerado ainda mais antigo por alguns estudiosos. Os romanos o adotaram, como muitas de suas divindades, estrangeiras à mitologia romana, e o assimilaram com o velho deus itálico Liber Pater. Algumas lendas mencionam que a cidade de Nysa, na Índia (atual Nagar) teria sido consagrada a ele.

A pantera, o cântaro, a vinha e um cacho de uvas são associados a Dioniso.

História

Zeus, atraído pelos encantos da princesa Sêmele (filha de Cadmo e Harmonia), desceu ao mundo dos homens a fim de gozar de mais uma de suas aventuras amorosas. Assim que Hera ficou sabendo disso, resolveu fazer uma visitinha à Sêmele sob a forma de sua criada. Movida por ciúmes e querendo se vingar da princesa, Hera aconselhou Sêmele a pedir que Zeus desse uma prova à ela de que ele era realmente o deus do céu, e não apenas um ser mortal se fazendo passar por um deus. 

Seguindo o conselho maquiavélico de Hera, Sêmele pediu a Zeus que se mostrasse em sua real forma a ela - não sem antes fazê-lo jurar pelo rio Estige que atenderia ao seu pedido. Zeus, já sabendo o que aconteceria com a princesa, e não podendo rejeitar seu pedido por conta do juramento, acabou por ceder e assim que se transformou, deixando de lado suas formas humanas, fulminou a princesa. 

Em meio ao corpo chamuscado de Sêmele, Zeus descobriu que havia um bebê, muito jovem ainda, mas que respirava. Tomando a criança para si, Zeus fez um talho em sua própria coxa e introduziu o pequeno ser ali dentro, terminando de gestá-lo. Assim que Dioniso nasceu, Zeus pediu que Hermes levasse o garoto para ser criado pelas ninfas do Nisa, e por Sileno, filho do deus Pã, que se tornou o pai adotivo do garoto.

Um certo dia, Dioniso adormeceu na beira da praia e acabou sendo sequestrado por um grupo de marinheiros, que tinham por intenção pedir um resgate por ele - pois a aparência de Dioniso mostrava que ele era, ao menos, filho de um senhor poderoso. Assim que os raptores embarcaram junto com Dioniso, eles tentaram amarrá-lo, mas todos os nós acabavam por desfazer-se. Dioniso, mostrando-se sempre calmo e sereno, fez com que caísse uma chuva de vinho sobre o barco e transformou todos os tripulantes em golfinhos. 

As Mênades

Eram mulheres seguidoras e adoradoras do culto de Dioniso. Eram conhecidas como selvagens e endoidecidas, de quem não se conseguia um raciocínio claro.

Durante o culto, dançavam de uma maneira muito livre e lasciva, em total concordância com as forças mais primitivas da natureza. Os mistérios que envolviam o deus, provocavam nelas um estado de êxtase absoluto, entregando-se a desmedida violência, derramamento de sangue, sexo, embriaguez e autoflagelação.

Normalmente são representadas nuas ou vestidas só com peles de veado, com grinaldas de Hera e empunhando um tirso (bastão envolto em ramos de videira).