quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Regiões da Europa


Europa Ocidental
Reino Unido, Irlanda, França, Países Baixos, Bélgica, Alemanha, Áustria, Suíça, Luxemburgo e Liechtenstein. (Chipre)

Europa Setentrional
Noruega, Suécia, Finlândia, Islândia, Dinamarca, Estônia, Letônia, Lituânia.

Europa Meridional
Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Turquia, Vaticano, San Marino, Mônaco, Malta e Andorra.

Europa Centro Oriental
Polônia, República Checa, Eslováquia, Hungria, Romênia, Bulgária, Albânia, Sérvia, Montenegro, Kosovo, Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Macedônia, Bielorrússia, Ucrânia, Moldávia, Georgia, Armênia, Azerbaijão e Rússia Européia. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Escandinávia

A Escandinávia é uma região geográfica e histórica do norte da Europa e que abrange, no sentido mais estrito, a Dinamarca, a Suécia e a Noruega. Num sentido mais lato, o termo pode também abranger a Finlândia, as ilhas Feroé e a Islândia.


Qualquer que seja a definição usada, considera-se a península Escandinava como núcleo principal da Escandinávia.  Ao conjunto Escandinávia + Finlândia dá-se também a designação Fino-Escandinávia (em inglês: Fenno-Scandia).

Devido às sucessivas vagas de glaciação, a Escandinávia foi repetidamente despovoada e desprovida de fauna e flora terrestres ao longo do tempo. Os estudiosos a apontam como a terra de origem de uma parte dos povos germânicos e dos Vikings. Assim como aquela que é referida como Scandza.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Península Ibérica ou Hispânia

A península Ibérica está situada no sudoeste da Europa. É formada pelos territórios de Gibraltar (cuja soberania pertence ao Reino Unido), Portugal, Espanha, Andorra e uma muito pequena fração do território da França nas vertentes ocidentais e norte dos Pirenéus, até ao local onde o istmo está situado. É a mais ocidental das três grandes penínsulas do sul da Europa, sendo as outras a península Itálica e a península Balcânica. Em área é a segunda maior península da Europa, apenas ultrapassada pela península Escandinava, tendo uma área de cerca de 580 000 km². Formando quase um trapézio, a península liga-se ao resto do continente europeu pelo istmo constituído pela cordilheira dos Pirenéus, sendo rodeada a norte, oeste e parte do sul pelo oceano Atlântico, e a restante costa sul e leste pelo mar Mediterrâneo. Os seus pontos extremos são a ocidente o cabo da Roca, a oriente o cabo de Creus, a sul a ponta de Tarifa e a norte a estaca de Bares.

Com uma altitude média bastante elevada, apresenta predomínio de planaltos rodeados por cadeias de montanhas, e que são atravessados pelos principais rios. Os mais importantes são o rio Tejo, o rio Douro, o rio Guadiana e o rio Guadalquivir, que desaguam no oceano Atlântico, e o rio Ebro, que, por sua vez, deságua no mar Mediterrâneo.

As elevações mais importantes são a cordilheira Cantábrica, no norte; o sistema Penibético (serra Nevada) e o sistema Bético (serra Morena), no sul; e ainda a cordilheira Central (serra de Guadarrama), de que a serra da Estrela é o prolongamento ocidental. Densamente povoada no litoral, a península Ibérica tem fraca densidade populacional nas regiões interiores. Excepção a esta regra é a região de Madrid, densamente povoada.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Península Itálica

A península Itálica ou península Apenina é uma das maiores penínsulas da Europa, medindo 1000 km dos Alpes, ao norte, ao centro do mar Mediterrâneo, ao sul.

Em forma de bota (em italiano, Lo Stivale) e situada no sul da Europa, consiste de três estados:

Itália, a parte principal; San Marino, um enclave na Itália a noroeste; Vaticano, um enclave na cidade italiana de Roma.

O nome Apenina vem da cordilheira dos Apeninos. A península é circunscrita pelo mar Lígure e pelo mar Tirreno a oeste, pelo mar Jónico a sul e pelo mar Adriático a leste. A parte interna da península é montanhosa (montes Apeninos), a parte norte é mais plana e as costas apresentam geralmente falésias.

Por tradição popular, sua extensão geográfica é impropriamente definida a partir da vertente meridional dos Alpes. Na realidade, a península, no sentido geográfico estrito, inicia-se nos Apeninos tosco-emilianos. praticamente com um linha imaginária que vai de Gênova a Veneza e se estende até o extremo meridional do cabo de Spartivento, na Calábria. Tem, assim, uma extensão de cerca de 1000 quilômetros na direção noroeste - sudeste. As ilhas maiores (Sicília, Sardenha e Córsega) não são geralmente consideradas partes da península. Desde o tempo do imperador romano Augusto (século I d.C.), o limite norte da península foi considerado a vertente meridional dos Alpes, mas geograficamente o limite coincide com uma linha do rio Magra até o rio Rubicão ao norte dos Apeninos Toscano-Emilianos, o que exclui o vale do rio Pó e a vertente meridional dos Alpes.

O clima é em geral do tipo mediterrânico, embora na parte continental seja moderadamente do tipo continental.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Lapônia

Lapónia (português europeu) ou Lapônia (português brasileiro) (Sápmi em lapão) é uma região no norte da Escandinávia, que abrange território de quatro países: Noruega, Suécia, Finlândia e Federação Russa (península de Kola) e que corresponde à região onde habitam os lapões, ou Sami.



Cerca de 70000 lapões vivem numa área de 390000 km², juntamente com suecos, noruegueses, finlandeses e russos.



A província mais setentrional da Finlândia também se chama Lapónia (Lappi em finlandês). De modo similar, a província sueca mais setentrional tem nome idêntico.

Língua Oficial: Lapão, Norueguês, Sueco, Finlandês e Russo.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Balcãs

Os Balcãs, ou ainda Península Balcânica, é o nome histórico e geográfico para designar a região sudeste da Europa que engloba a Albânia, a Bósnia e Herzegovina, a Bulgária, a Grécia, a República da Macedônia, o Montenegro, a Sérvia, o autoproclamado independente Kosovo, a porção da Turquia no continente europeu (aTrácia), bem como, algumas vezes, a Croácia, a Romênia e a Eslovênia e a Áustria.

O termo deriva da palavra turca para montanha e faz referência à Cordilheira dos Bálcãs, que se estende do leste da Sérvia até ao mar Negro.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Silésia

Silésia é uma região histórica dividida entre a Polônia, a República Checa e a Alemanha. A Silésia é uma importante zona industrial da Polônia e da República Checa. No entanto, nos últimos anos depois das mudanças políticas ocorridas em 1989, a região tem sofrido enormes restruturações econômicas que implicam o fechamento de dezenas de minas.

Idade Média

Nos séculos século IX e X, o território que seria depois chamado Silésia foi submetido aos governantes morávios e depois aos boêmios da região vizinha ao sul onde hoje é a República Tcheca. Por volta de 990, a Silésia foi incorporada à Polônia por Mieszko I (embora alguns historiadores movam esta data para 999 e para o governo de Boleslaus I, duque da Polânia e último rei da Polônia). Durante a fragmentação da Polônia (1138 - 1320), dentro dos ducados governados por diferentes ramos da dinastia Piast, a Silésia era governada por descendentes da antiga família real.

Em 1146, o duque Wladislaus II reconheceu a soberania do Sacro Império Romano-Germânico sobre a Polônia, mas continuou governando do exílio. Dezessete anos depois, em 1163, seus dois filhos tomaram posse da Silésia com apoio imperial, dividindo as terras entre eles como duques da Baixa e da Alta Silésia. A política de divisão continuou sob seus sucessores, com a Silésia sendo dividida em 16 principados por volta de 1390.

Em 1241, a região sentiu a invasão mongol da Europa. Após atacar a região da Pequena Polônia, eles entraram na Silésia e causaram pânico generalizado e migrações em massa. Os mongóis pilharam a região mas desistiram do cerco ao castelo de Wroclaw. Os mongóis derrotaram forças combinadas polonesas e germanas na Batalha de Legnica (Liegnitz). Devido à morte de Ögedei Khan, os mongóis desistiram de seguir mais a oeste dentro da Europa, retornando para leste.

Os soberanos governantes silesianos decidiram reconstruir suas cidades de acordo com idéias administrativas da época. Eles fundaram ou relocaram cerca de 160 cidades e 1.500 vilas e impuseram um código germânico de leis no lugar do antigo, costumeiramente de leis polonesas. Eles também compensaram a população perdida pelas investidas estrangeiras, trazendo alemães do Sacro-Império Romano-Germânico. Com isso, e com as classes dominantes adotando a cultura germânica, as bases para as tensões étnicas que viriam a acontecer na Silésia foram assentadas.

Na segunda metade do século XIII, várias ordens de cavaleiros também se estabeleceram na Silésia - os Cavaleiros da Estrela Vermelha foram os primeiros, seguidos em pouco tempo pela Ordem dos Hospitalários e pelos Cavaleiros Teutônicos.

Em 1327, o duque Henrique VI de Wroclaw e os duques da Alta Silésia reconheceram a soberania do rei da Boêmia, João de Luxemburgo. Os últimos ducados Piast independentes na Silésia deixaram de existir em 1368, embora o ramo silesiano da dinastia Piast só tenha sido extinto em 1675. A partir dessa época a Silésia indiretamente tornou-se parte do Sacro Império Romano-Germânico, sendo a Boêmia uma entidade autônoma dentro do império. A Silésia permaneceu como parte das terras da coroa da Boêmia até 1742, sob as dinastias reais tchecas, polonesas e alemãs. Sob o governo do imperador e rei da Boêmia Carlos IV, a Silésia e especialmente Wrocław ganharam grande importância - vários edifícios e enormes igrejas góticas foram construídos.

Entre 1425 e 1435, a região foi devastada pelas Guerras Hussitas na Boêmia. Os hussitas se voltaram contra a população alemã, e em algumas regiões, especialmente na Baixa Silésia, tornaram-se eslavo-falantes novamente. Apesar da abrangência territorial do conflito, a Silésia permaneceu em sua maioria católica.

Idade Moderna

A Reforma Protestante do século XVI foi aceita rapidamente na Silésia, e a maioria dos habitantes se tornaram luteranos. Em 1526, o rei Fernando I foi eleito para a coroa da Boêmia e herdou as posses da dinastia Habsburgo. Em 1537, o duque Piast Frederico II de Brzeg, concluiu o tratado com o Príncipe-eleitor Joaquim II de Brandemburgo, segundo o qual os Hohenzollerns de Brandemburgo herdariam o ducado devido à extinção dos Piasts, mas o tratado foi rejeitado por Fernando I.

A segunda "Defenestração de Praga" em 1618 estimulou a Guerra dos Trinta Anos, causada pelas tentativas do rei Fernando II para restaurar o Catolicismo e reprimir o Protestantismo. Após o fim da Guerra dos Trinta Anos em 1648, os Habsburgos encorajaram grandemente o Catolicismo, o que sucedeu na reconversão de cerca de 60% da população da Silésia. Em 1675, o último governante Piast silesiano tinha morrido.

Em 1740, a tomada da Silésia pelo rei Frederico II da Prússia (o Grande), foi recebida com prazer pelos silesianos, tanto por protestantes como pelos católicos. Frederico II baseou suas reivindicações no Tratado de Brieg, iniciado com a Guerra de Sucessão Austríaca e terminado em 1748. No fim dessa guerra, o rei da Prússia havia conquistado quase toda a Silésia (algumas partes da Silésia no extremo sudeste permaneceu sob domínio austríaco), e a Guerra dos Sete Anos (1756 - 1763) apenas confirmou o resultado - a Silésia se tornou uma das mais leais províncias da Prússia. Em 1815, a área em torno de Görlitz foi incorporada como parte da província numa reforma administrativa.

Silésia na Prússia

A Silésia se tornou parte do Império Alemão quando a Alemanha foi unificada em 1871. Havia considerável industrialização na Alta Silésia, e houve migração de muitas pessoas para essa região nessa época. A maioria da população da Baixa Silésia era germano-falante e luterana, incluindo a capital Wrocław, então conhecida como Breslau. Havia áreas tais como o distrito de Opole e partes da Alta Silésia, contudo, onde uma grande parte ou até mesmo a maioria da população era polaco-falante e católica romana. Na Silésia como um todo, os poloneses compunham cerca de 30% da população. A Kulturkampf coloca os católicos em oposição ao governo e inicia um renascimento polonês na província.

Após a derrota do Império Alemão e da Áustria-Hungria na Primeira Guerra Mundial, as partes austríacas da Silésia foram dividas entre a Polônia e a Tchecoslováquia. No Tratado de Versalhes, foi decidido que a população da Alta Silésia alemã deveria realizar um plebiscito para determinar o futuro da província, com a exceção de uma área de 333 km² em torno de Hlučín, que foi entregue à Tchecoslováquia em 1920 apesar do fato de possuir população de maioria alemã. O plebiscito entre Alemanha e Polônia, organizado pela Liga das Nações, foi realizado em 1921 - resultando em 706.000 para a Alemanha e 479.000 votos para a Polônia. No sudeste, que era a espinha dorsal da economia e da indústria, havia uma forte maioria polonesa.

Entre as Duas Grandes Guerras

Após o referendo, houve três insurreições silesianas, como resultado de que a Liga das Nações decidiu que a província deveria ser dividida novamente e que as áreas que votaram pela Polônia deveriam se tornar uma área autônoma dentro da Polônia, organizada como a Voivódia Silésia (Autonomiczne Wojewodztwo Śląskie). Uma das figuras políticas centrais que conduziu estas mudanças foi Wojciech Korfanty.

As revoltas ocorreram entre 1919 e 1921:

Primeira revolta silesiana, de 16 a 26 de agosto de 1919.

Segunda revolta silesiana, de 19 a 25 de agosto de 1920.

Terceira revolta silesiana, de 2 de maio a 5 de julho de 1921.

A Silésia foi então reorganizada dentro das duas províncias prussianas da Alta Silésia e da Baixa Silésia. Em outubro de 1938, a Silésia Cieszyn (área disputada a oeste do rio Olza, também chamada Zaolzie - 906 km² com 258.000 habitantes), foi retomada pela Polônia da Tchecoslováquia, como previa o Acordo de Munique.

A Alemanha novamente ocupou essa região da Silésia em 1939, quando o ataque em setembro deu início à Segunda Guerra Mundial. Os silesianos poloneses foram massivamente mortos ou deportados, e os novos colonos alemães retornaram para a Alemanha após essas atrocidades.

Silésia Após a Segunda Guerra Mundial

Em 1945, toda a Silésia foi ocupada pelo Exército Vermelho soviético. Até então uma grande parte da população alemã havia fugido da Silésia, mas muitos retornaram após a capitulação alemã. Sob os termos dos acordos da Conferência de Ialta de 1944 e da Conferência de Potsdam de 1945, a maior parte da Silésia a leste dos rios Oder e Neisse foi transferida para a Polônia. A maior parte dos silesianos alemães remanescentes, que antes da segunda guerra eram cerca de quatro milhões, foram mortos ou forçadamente expulsos. Uma pequena parte da Silésia, em torno da cidade de Görlitz, passou a fazer parte da Alemanha Oriental, sendo agora parte do Estado Federal da Saxônia na atual Alemanha.

A indústria da Silésia foi reconstruída após a guerra, e a região foi repovoada pelos poloneses (a maioria poloneses que haviam sido expulsos das terras anexadas pela União Soviética). Hoje, mais de 20% da população da Polônia vive na Silésia.