quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Cupido ou Eros

Cupido, também conhecido como Eros pelos gregos era ilho de Vênus e de Marte. Ele andava sempre com seu arco, pronto para disparar sobre o coração de homens e deuses. Teve um romance muito famoso com a princesa Psiquê, a deusa da alma.

Cupido encarnava a paixão e o amor em todas as suas manifestações. Logo que nasceu, Júpiter (pai dos deuses), sabedor das perturbações que iria provocar, tentou obrigar Vênus a se desfazer dele. Para protegê-lo, a mãe o escondeu num bosque, onde ele se alimentou com leite de animais selvagens.

Cupido era geralmente representado como um menino alado que carregava um arco e um carcás com setas. Os ferimentos provocados pelas setas que atirava despertavam amor ou paixão em suas vítimas. Outras vezes representavam-no vestido com uma armadura semelhante à que usava Marte, talvez para assim sugerir paralelos irônicos entre a guerra e o romance ou para simbolizar a invencibilidade do amor. Embora fosse algumas vezes apresentado como insensível e descuidado, Cupido era, em geral, tido como benéfico em razão da felicidade que concedia aos casais, mortais ou imortais. No pior dos casos, era considerado malicioso pelas combinações que fazia, situações em que agia orientado por Vênus.

O mito de Cupido e Psiquê 

Um certo dia, Vênus estava admirando a terra quando avistou uma bela moça chamada Psiquê. Vênus era uma deusa muito vaidosa e não gostava de perder em matéria de aparência, muito menos para uma mortal. Vênus chamou Mercúrio e disse-lhe: "- Mande esta carta para Psiquê."

Quando Psiquê recebeu a carta ficou admirada, recebendo uma carta de uma deusa. Mas ficou muito decepcionada quando a leu. Na carta havia uma profecia clamada pela própria Vênus. A profecia dizia que Psiquê ia se casar com a mais horrenda criatura. Psiquê ficou desesperada, foi contar para suas irmãs. Psique era muito inocente e nunca percebeu que suas irmãs morriam de inveja dela.

Enquanto isso, no Monte Olimpo, Vênus chamou seu filho Cupido: "- Meu caro filho, preciso de um grande favor seu. Quero que você vá a terra e atire uma de suas flechas de amor em Psiquê, e faça com que ela se apaixone pelo homem mais feio do planeta". Eros gostava muito de sua mãe e não quis contrariá-la. Então foi. Quando anoiteceu, Cupido foi até a casa de Psique, entrou pela janela avistou um rosto perfeito, traços encantadores. Cupido chegou bem perto para não ter a chance de errar o alvo (apesar de ter uma mira muito boa, mas estava encantado com a bela jovem). Se preparou para atirar, esticou o seu arco e quando ia soltar a flecha, Psiquê moveu o braço, e Cupido acertou ele mesmo. A partir daquele instante Cupido ficou perdidamente apaixonado pela jovem. Voltou para casa, mas não conseguiu dormir pensando na bela Psiquê.

No dia seguinte, Cupido foi falar com Zéfiro (o vento oeste) e pediu para que transportasse Psique para os ares e a instalasse num palácio magnífico, onde era a casa de Cupido. Quando a noite caiu, a moça ouviu uma voz misteriosa e doce: "- Não se assuste, Psiquê, sou o dono desse palácio. Ofereço a ti como presente de nosso casamento, pois quero ser seu esposo. Tudo que está vendo lhe pertence. E tudo que deseja será concebido. Zéfiro estará às suas ordens, ele fará tudo o que você quiser. Eu só lhe faço uma exigência: não tente me ver. Só sob esta condição poderemos viver juntos e sermos felizes".

Toda noite Cupido vinha ver Psiquê, mas em uma forma invisível. A moça estava vivendo muito feliz naquele lindo palácio. Mas passando os dias Psiquê ficava cada vez mais curiosa para saber quem era seu marido. Então certa noite, levada pelos conselhos falsos de suas irmãs, Psiquê esperou Cupido adormecer e em silêncio pegou uma lamparina e acendeu-a, e quando ela viu o belo jovem de rosto corado e cabelos loiros, ficou encantada. Mas num pequeno descuido ela deixou cair uma gota de óleo no braço do rapaz, que acordou assustado e, ao ver Psiquê, desapareceu. O encanto todo acabou, o palácio os jardins e tudo que havia em volta desapareceu, como num passe de mágica. Psiquê ficou sozinha num lugar árido, pedregoso e deserto. 

Em seu desespero, Psiquê procurou ajuda em todo o mundo por seu amor perdido, e acabou parando no Templo de Afrodite. A deusa, vendo que foi enganada pelo filho, ordenou que Psiquê realizasse uma série de trabalhos difíceis, que culminaram em uma viagem ao submundo. 

Já Cupido, desconsolado, voltou para o Olimpo e suplicou a Júpiter que lhe devolvesse a esposa amada. O senhor dos deuses respondeu: "- O deus do amor não pode se unir a uma mortal".

Mas Cupido protestou. Será que Júpiter, que tinha tanto poder não podia tornar Psiquê imortal? O senhor dos deuses sorriu lisonjeado. Além do mais como poderia deixar de atender a um pedido de Cupido, que lhe trazia lembranças tão boas? O deus do amor o tinha ajudado muitas vezes, e talvez algum dia Júpiter precisaria da ajuda de Cupido de novo. Seria mais prudente atender o seu pedido. Júpiter mandou Mercúrio ir buscar Psique e a trouxe para o reino celeste. Então Júpiter, o soberano, transformou Psiquê em imortal. Nada mais se opôs aos amores de Cupido e Psiquê, nem mesmo Vênus, que ao ver seu filho tão feliz se moveu de compaixão e abençoou o casal. Seu casamento foi celebrado com muito néctar, na presença de todos os deuses.

As Musas (jovens encantadas, que eram acompanhantes do deus Apolo) e as Graças (jovens que representavam a beleza que acompanhavam a deusa Vênus) aclamavam a nova deusa em meio a cantos de danças. Assim Cupido viveu sua imortalidade com o ser que mais amou.

Uma Lenda Alegórica

A lenda de Cupido e Psique é, geralmente, considerada alegórica. Psique em grego significa tanto borboleta como alma. Não há alegoria mais notável e bela da imortalidade da alma como a borboleta, que, depois de estender as asas, do túmulo em que se achava, depois de uma via mesquinha e rastejante como lagarta, flutua na brisa do dia e torna-se um dos mais belos e delicados aspectos da primavera. Psique é, portanto, a alma humana, purificada pelos sofrimentos e infortúnios, e preparada, assim, para gozar a pura e verdadeira felicidade. 

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Erotes

Afrodite e os Erotes.
Os erotes na mitologia grega, eram os quatro filhos alados de Afrodite, que personificavam várias faces do amor. Eram companheiros constantes da deusa, sempre retratados ao seu lado. Erotes  é o plural de Eros, que, como uma divindade singular tem uma mitologia mais complexa. 

Na Teogonia de Hesíodo, o principal erotes, Eros, seria dois deuses: O primeiro seria um deus primordial nascido do Caos; o segundo mais novo, seria filho de Afrodite, jovem e travesso, que a tira flechas de amor aleatoriamente nas pessoas. Afrodite era descrita na maioria dos mitos, já nascendo adulta grávida de Eros e Himeros; Em outra versão, ela teria tido os erotes com Ares.

- Eros: Principal erote, deus do Amor.
- Anteros: deus do Amor Correspondido.
- Himeros: deus do Desejo Sexual.
- Pothos: deus da Paixão.

Outros personagens da mitologia foram descritos sendo um dos erotes, embora apenas os quatros acima foram retratados mais frequentemente que os de baixo:

- Hermafrodito: Filho de Afrodite e Hermes.
- Himeneu: Deus das cerimônias de casamento. Filho de Apolo.

Anteros

Anteros é o Deus grego do amor correspondido e vingador do amor não correspondido. Seu nome literalmente significa amor voltou. Ele foi dado a seu irmão Eros, que estava solitário, como um companheiro. Passava anos e Eros não crescia, Afrodite descobre que o motivo de Eros não crescer é que ele estava sozinho e o amor tem que ser correspondido para crescer. Assim, ela teve Anteros com Ares.

Fisicamente, ele é descrito como semelhante a Eros em todos os sentidos, mas com cabelos longos e emplumadas asas de borboleta. Ele foi descrito como também armado com um taco de ouro e setas de chumbo.

Himeros

Himeros (ou Himerus) era o deus grego do desejo sexual. Segundo a Teogonia de Hesíodo, quando a deusa Afrodite surgiu pela primeira vez na espuma do mar, ela estava grávida dos gêmeos Eros e Himeros. O par eram seus companheiros constantes, agentes de seu poder divino. Himeros foi descrito geralmente como jovem alado ou criança, assim como o outro erotes. Ele era freqüentemente retratado junto com Eros na cena do nascimento de Afrodite, que voa em torno da concha da deusa no mar. Em outras vezes, ele aparece como uma tríade de deuses do amor, com seus irmãos, Eros e Pothos (Amor e Paixão). Como um deus individual, no entanto, não possuía culto distinto. Quando era representando junto com Eros ele provavelmente estava identificado com Anteros (amor correspondido).

Pothos

Pothos (ou Pothus) era o deus da paixão, anseio e desejo. Escritores clássicos tardios descrevem-lo como um filho de Zephyros (o vento do oeste) e Iris (arco-íris) para representar as paixões que veem com o amor. Os erotes foram descritos frequentemente juntos em pintura de vasos gregos.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Himeneu

Himeneu (deus grego do casamento), é filho de Apolo; em sua encarnação, é tido como um dos mais belos homens, beleza esta herdada obviamente de seu pai, Apolo - arquétipo perfeito da beleza masculina - e de sua mãe, Afrodite - imagem da beleza feminina no estado mais puro e absoluto. 

Beleza esta é tanta, que muitas vezes grupos de mulheres o seguia na esperança de atrair os olhares penetrantes do deus. Diz-se que certa vez, Himeneu fora capturado por piratas com um grupo de mulheres, estes não perceberam ser Himeneu, na verdade, um homem, visto que sua beleza transcendia a imagem padrão de um homem na época. 

Colocado em cativeiro junto com todas as sequestradas, em um navio, Himeneu acalma as donzelas, estas, apavoradas pelo rapto, logo tranquilizam-se e confiam na habilidade do deus, mesmo sem saber da divindade de seu companheiro de cárcere. Ao anoitecer, costumeiro de piratas, haviam bebido demais, e estavam demasiado cansados e esgotados, Himeneu neste momento, escapa e aniquila todos os sequestradores, em um ato de excelente bravura. Ao termina-lo, liberta as donzelas, e leva todas em segurança para suas respectivas famílias.

A Deusa Hera também rege casamentos, porém devido a sua essencialidade cósmica, o significado desta regência é bem mais profunda e primordial do que o "simples" matrimônio humano.

Atributos 

Supunham os gregos que Himeneu comparecia a todos os casamentos. Se ele não o fizesse, o matrimônio tenderia ao fracasso, de forma que durante esta celebração os gregos evocavam o seu nome em voz alta.

Ele presidiu a muitos dos enlaces na mitologia grega, não apenas dos deuses, como de seus filhos.

Pelo fato de Himeneu presidir aos casamentos, foi sugerido que havia uma conexão entre esta divindade e o hímen. Os lexicógrafos, entretanto, declaram que este é um caso de coincidência e não de afinidade etimológica.

Representação 

Desde a Renascença italiana, pelo ao menos, Himeneu é sempre representado na arte como um homem jovem, usando uma guirlanda de flores e segurando uma tocha ardente numa das mãos, coberto por vestes púrpuras.

domingo, 14 de agosto de 2011

Pã (Lupércio ou Lupercus em Roma) é o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores na mitologia grega. Reside em grutas e vaga pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. É representado com orelhas, chifres e pernas de bode, amante da música, traz sempre consigo uma flauta. É temido por todos aqueles que necessitam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que é atribuídos a Pã; daí o nome pânico.

Os latinos chamavam-no também de Fauno e Silvano e tornou-se símbolo do mundo por ser associado à natureza e simbolizar o universo.

Em Roma, chamado de Lupércio, é o deus dos pastores e de seu festival, celebrado no aniversário da fundação de seu templo, denominado de Lupercália, nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro. Pã é associado com a caverna onde Rômulo e Remo foram amamentados por uma loba. Os sacerdotes que o cultuavam vestiam-se de pele de bode.

Nos últimos dias de Roma, os lobos ferozes vagavam próximos às casas. Os romanos então convidavam Lupercus para manter os lobos afastados.

Pã apaixonou-se por Syrinx, que rejeitou com desdém o seu amor, recusando-se a aceitá-lo como seu amante pelo facto de ele não ser nem homem, nem bode.

Pã então perseguiu-a, mas Syrinx, ao chegar à margem do rio Ladon e vendo que já não tinha possibilidade de fuga, pediu às ninfas dos rios, as náiades, que mudassem a sua forma. Estas, ouvindo as suas preces, atendem o seu pedido a transformando em bambu. Quando Pan a alcançou e a quis agarrar, não havia nada, excepto o bambu e o som que o ar produzia ao atravessá-lo.

Quando, ao ouvir este som, Pã ficou encantado, e resolveu então juntar bambus de diferentes tamanhos, inventando um instrumento musical ao qual chamou syrinx, em honra à ninfa. Este instrumento musical é conhecido mais pelo nome de Flauta de Pã, em honra ao próprio deus.

Pã teria sido um dos filhos de Zeus com sua ama de leite, a cabra Amalteia. Seu grande amor no entanto foi Selene, a Lua. Em uma versão egípcia, Pã estava com outros deuses nas margens do Rio Nilo e surgiu Tifão, inimigo dos deuses. O medo transformou cada um dos deuses em animais e Pã, assustado, mergulhou num rio e disfarçou assim metade de seu corpo, sobrando apenas a cabeça e a parte superior do corpo, que se assemelhava a uma cabra; a parte submersa adotou uma aparência aquática. Zeus considerou este estratagema de Pã muito esperto e, como homenagem, transformou-o em uma constelação, a que seria Capricórnio.

sábado, 13 de agosto de 2011

Graças ou Cárites

A Primavera, de Botticelli.
Na mitologia grega, graças ou cárites são as deusas do banquete, concórdia, encanto, gratidão, prosperidade famíliar e sorte, ou seja as graças. Eram normalmente consideradas filhas de Zeus com Eurínome. Porém, outras versões do mito, as colocam como filhas de Zeus com Eunômia, filhas Dionísio, de Hera, e até dos deus sol, Hélio. 

Homero escreveu que elas faziam parte da comitiva de Afrodite, acompanhando a deusa em todos os lugares. Dotadas de beleza e virtudes, também acompanhavam Hera, e foram dançarinas das festas no monte Olimpo. Também eram identificadas com as primitivas musas, em virtude de sua predileção pelas danças corais e pela música. Ao que parece, seu culto se iniciou na Beócia, onde eram consideradas deusas da vegetação. 

O nome de cada uma delas varia nas diferentes lendas. Na Ilíada de Homero aparece uma só cárite, Aglaia. Apesar das variações regionais, o trio mais frequente é:
  • Tália - a que faz brotar flores;
  • Eufrosina - o sentido da alegria; esposa de Hypnos.
  • Aglaia - a claridade; esposa de Hefesto.

Embora pouco relevantes na mitologia greco-romana, a partir do Renascimento as Graças se tornaram símbolo da idílica harmonia do mundo clássico. Nas primeiras representações plásticas, elas apareciam vestidas. Mais tarde, contudo, foram representadas como jovens desnudas, de mãos dadas. Esse modelo, do qual se conserva um grupo escultórico da época helenística, foi o que se transferiu ao Renascimento e originou quadros célebres como A primavera, de Botticelli (1445 – 1510), e As três Graças, de Rubens (1577 - 1640). As graças foram muito representadas por artistas famosos depois do Renascimento, normalmente, como três jovens nuas, dançando.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Jano (deus romano)

Jano foi um deus romano das mudanças e transições. Era o porteiro do céu. Era ele que abria o ano, e o seu primeiro mês até hoje o relembra. Como divindade guardiã das portas, geralmente apresentado com duas cabeças, pois todas as portas se voltam para dois lados. Seus templos em Roma eram numerosos. Em tempo de guerra suas portas principais permaneciam abertas. Em tempo de paz eram fechadas. Só foram fechadas, porém, uma vez no reinado de Numa e outra no reinado de Augusto.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Morfeu, Ícelo e Fântaso

Morfeu, Fântaso e Íris
Morfeu é o deus grego dos sonhos. Morfeu tem a habilidade de assumir qualquer forma humana e aparecer nos sonhos das pessoas como se fosse a pessoa amada por aquele determinado indivíduo. Seu pai é o deus Hipnos, do sono. Os filhos de Hipnos, os Oneiros, são personificações de sonhos, sendo eles Ícelo e Fântaso. Morfeu foi mencionado na obra Metamorfoses de Ovídio como um deus vivendo numa cama feita de ébano numa escura caverna decorada como flores.

A droga morfina tem seu nome derivado de Morfeu, visto que ela propicia ao usuário sonolência e efeitos análogos aos sonhos. Quando uma pessoa augura: vá para os braços de Morfeu, sugere dormir bem.

Ícelo (ou Fobetor) tem a capacidade de aparecer no reino dos mortais na forma de diversos animais e alterar sua forma física para interagir com os mortais neste mundo; personificação dos pesadelos, aparece nos sonhos na forma de animais ou monstros. Entre os próprios deuses, no entanto, é conhecido pelo seu nome real, Ícelo; juntamente com seus irmãos vive na terra dos sonhos (Demos Oneiroi), parte do Hades, o mundo inferior dos antigos gregos.

Fântaso é o deus da fantasia e um dos oneiros. Aparece nos sonhos, na forma de objetos inanimados ou "sem vida" (no sentido greco-romano), como rochedos, água e bosques.

Seus dois irmãos, Morfeu - que toma a forma humana e é capaz de imitar mesmo as peculiaridades mais sutis de cada pessoa - e Fobetor (conhecido por outros deuses como Ícelo, seu "verdadeiro nome") - que toma a forma das bestas, podendo imitar as aves, quadrúpedes e serpentes - o auxiliam nos sonhos; Morfeu toma conta dos sonhos plausíveis, enquanto Fobetor dos pesadelos. 

Ao menos na mitologia romana, Fântaso, Ícelo e Morfeu (ao contrário dos outros "sonhos") não servem as pessoas comuns, reservando-se a apenas servir os reis, heróis e outras pessoas importantes.